O Meliponário Rei da Mandaçaia é um empreendimento familiar especializado na criação, conservação e manejo de Abelhas Nativas Sem Ferrão, com ocorrência natural no estado da Bahia, estamos a mais de 30 anos criando, multiplicando e contribuído para preservação destes pequenos magníficos animais.
O nosso empreendimento é cadastrado no IBAMA CTF: 1681253 e na Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), e enquadrado na Lei Estadula: Nº 13.905 DE 29 DE JANEIRO DE 2018.
Aqui em nosso site é possível encontrar fotos da produção e muitas informações a cerca desta atividade, nosso meliponário principal está situado no Distrito de Hidrolândia - Uibaí e em Cruz das Almas no Recôncavo da Bahia.
O CNAA, Conselho Nacional do Agronegócio de Abelhas, é uma entidade associativa, sem fins lucrativos, que congrega todos os atores da cadeia produtiva da criação de abelhas, como apicultores, meliponicultores, empresários, pesquisadores, entrepostos, fornecedores de equipamentos e insumos, assim como entidades de defesa dos direitos dos consumidores, entidades de defesa do meio ambiente e demais atores envolvidos diretamente no interesse das abelhas nativas brasileiras ou abelhas exóticas conhecidas como abelhas europeias/africanas. Somos 400 mil criadores de abelhas e mais 100 mil envolvidos indiretamente na cadeia produtiva, gerando trabalho e renda.
Nosso principal objetivo é promover o desenvolvimento desta atividade econômica, melhorando as condições de produção e comercialização dos criadores de abelhas com promoção de intercâmbio técnico, social e cultural, assim como a promoção e mobilização política e jurídica de acordo com objetivos definidos pelos associados.
O CNAA é uma entidade de abrangência nacional, possui administração horizontal e descentralizada, sendo o vínculo dos associados diretamente com a diretoria executiva e suas diretorias técnicas por segmento. É com grande satisfação que o CNAA – Conselho Nacional do Agronegócio de Abelhas realiza seu primeiro congresso, juntamente com diversos parceiros e apoiadores como MAPA/CEPLAC, IF baiano – Campus Uruçuca, Universidade Estadual de Santa Cruz, Universidade Federal do Sul da Bahia, Universidade Estadual de Goiás – Campus São Luís de Monte Belos, Instituto do Mel e Chocolate, Prefeitura Municipal de Itabuna, Veracel, entre outros.
O CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA E MELIPONICULTURA CNAA será realizado na cidade de Itabuna (Ba), no período de 06 a 08 de novembro de 2019. Junto com o congresso será realizado a EXPOMEL, exposição de materiais e equipamentos apícolas e meliponícolas, exposição de insetos gigantes (a ser confirmado), comercialização de produtos da apicultura e meliponicultura, praça de alimentação com foodtruck e show musical.
O CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA E MELIPONICULTURA CNAA está sendo programado de forma a atender todos interessados no desenvolvimento do agronegócio de abelhas. Serão enfocados avanços nas áreas de técnicas de manejo, pesquisas, melhoramento de abelhas, comercialização e exportação. Os temas serão apresentados por renomados pesquisadores do Brasil e apicultores, quando mostrarão suas experiências de sucesso. Ainda como parte da PROGRAMAÇÃO DO CONGRESSO, os interessados terão à disposição palestras, mesa-redonda, minicursos, oficinas práticas e ainda programação opcional, que são as visitas técnicas à cidade de Canavieiras para conhecer as técnicas de produção de própolis vermelha e a produção de pólen apícola. Portanto, a realização dos Eventos pelo CNNA e parceiros constitui uma demonstração de união e força em prol da apicultura brasileira, refletindo de grande importância para o fortalecimento da cadeia produtiva, visando a sua consolidação como uma atividade sustentável e promotora do desenvolvimento das regiões produtoras do Brasil.
Sua participação é muito importante…estamos esperando todos vocês de braços abertos.
O Melipoware inova com o conceito de 'Abelha Rastreada', exatamente como acontece com o Boi Rastreado, permitindo manter um histórico de todas as atividades da colônia, como inspeções, tratamentos, medicações, controle de praga, controle de produção, etc.
Nova versão do Melipoware disponível para download. -Layouts reformulados -Geração de PDF de etiquetas -Relatório de inspeção -Exportação das colmeias para KML -Adição de mais espécies. -E muito mais!
O app gera uma etiqueta pra ser colada na caixa da colônia. E então basta usar a câmera do celular e apontar para etiqueta que o Melipoware se encarrega de mostrar todo o histórico da colmeia.
É com grande satisfação que o CNAA – Conselho Nacional do Agronegócio de Abelhas realiza seu primeiro congresso, juntamente com diversos parceiros e apoiadores como MAPA/CEPLAC, IF baiano – Campus Uruçuca, Universidade Estadual de Santa Cruz, Universidade Federal do Sul da Bahia, Universidade Estadual de Goiás – Campus São Luís de Monte Belos, Instituto do Mel e Chocolate, Prefeitura Municipal de Itabuna, Veracel, entre outros. O CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA E MELIPONICULTURA CNAA será realizado na cidade de Itabuna (Ba), no período de 06 a 08 de novembro de 2019. Junto com o congresso será realizado a EXPOMEL, exposição de materiais e equipamentos apícolas e meliponícolas, exposição de insetos gigantes (a ser confirmado), comercialização de produtos da apicultura e meliponicultura, praça de alimentação com foodtruck e show musical. O CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA E MELIPONICULTURA CNAA está sendo programado de forma a atender todos interessados no desenvolvimento do agronegócio de abelhas. Serão enfocados avanços nas áreas de técnicas de manejo, pesquisas, melhoramento de abelhas, comercialização e exportação. Os temas serão apresentados por renomados pesquisadores do Brasil e apicultores, quando mostrarão suas experiências de sucesso. Ainda como parte da PROGRAMAÇÃO DO CONGRESSO, os interessados terão à disposição palestras, mesa-redonda, minicursos, oficinas práticas e ainda programação opcional, que são as visitas técnicas à cidade de Canavieiras para conhecer as técnicas de produção de própolis vermelha e a produção de pólen apícola. Portanto, a realização dos Eventos pelo CNNA e parceiros constitui uma demonstração de união e força em prol da apicultura brasileira, refletindo de grande importância para o fortalecimento da cadeia produtiva, visando a sua consolidação como uma atividade sustentável e promotora do desenvolvimento das regiões produtoras do Brasil.
Sua participação é muito importante…estamos esperando todos vocês de braços abertos. A Comissão Organizadora
06 DE NOVEMBRO DE 2019 – QUARTA-FEIRA
INSCRIÇÃO E CREDENCIAMENTO | 14:00 – 18:00 HORAS
PALESTRA MAGNA – CENÁRIO E PERSPECTIVA DA APICULTURA BRASILEIRA – COMO SUPERAR A CRISE |
INTERVALO PARA ALMOÇO | 12:00 – 14:00
PALESTRA – MELHORAMENTO GENÉTICO DAS ABELHAS AFRICANIZADAS COM INSERÇÃO DE RAÇAS EUROPÉIAS. | 15:00 – 17:30
MESA REDONDA – EXPERIÊNCIAS DOS APICULTORES COM O MANEJO DE ABELHAS MESTIÇAS EUROPEIAS | 17:30
SESSÃO SOLENE DE ABERTURA – COMPOSIÇÃO DA MESA
07 DE NOVEMBRO DE 2019 – QUINTA-FEIRA
MINI CURSOS | 08:00 – 10:00 1 – TÉCNICAS DE AMPLIAÇÃO DE MELIPONARIOS E TRANSPORTE DE ASF. 2 – MINI CURSO SOBRE PRODUÇÃO E BENEFICIAMENTO CERA DE ABELHAS. 3 – MINI CURSO SOBRE SELEÇÃO E PRODUÇÃO DE RAINHAS. 4 – MINI CURSOS SOBRE PRODUÇÃO E BENEFICIAMENTO DE POLEN. 5 – MINI CURSO DE COSMÉTICOS COM PRODUTOS APÍCOLAS E MELIPONÍCOLAS. 6 – MINI CURSO SOBRE PRODUÇÃO E BENEFICIAMENTO DE PRÓPOLIS.
PALESTRA – DESMATAMENTO E DESERTIFICAÇÃO: RISCOS A APIFAUNA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO | 10:00 – 11:30
PALESTRA – MANEJO, PRODUTOS E MERCADO DAS ABELHAS SEM FERRÃO | 11:30 – 12:30
MESA REDONDA – LEIS ESTADUAIS DA MELIPONICULTURA: PARÂMETROS PARA CONSTRUÇÃO DA LEI FEDERAL |
INTERVALO PARA ALMOÇO | 12:30 – 14:00
PALESTRA – CNAA: MOBILIZAÇÃO DOS APICULTORES E SUAS REIVINDICAÇÕES – “APIÁRIO TRÊS PODERES” | 15:30 – 18:00
MESA REDONDA – TÉCNICAS DE MANEJO PARA ALTA PRODUTIVIDADE DE MEL – CASOS DE SUCESSO
08 DE NOVEMBRO – SEXTA-FEIRA
MINI CURSOS | 08:00 – 10:00 1 -PRODUÇÃO DE SUBPRODUTOS A BASE DE PRODUTOS DAS ASF. 2 – MINI CURSO SOBRE PRODUÇÃO E BENEFICIAMENTO CERA DE ABELHAS. 3 – MINI CURSOS SOBRE PRODUÇÃO É BENEFICIAMENTO DE POLEN. 4 – MINI CURSO SOBRE PRODUÇÃO E BENEFICIAMENTO DE PRÓPOLIS VERMELHA. 5 – MINI CURSO DE APITERAPIA. 6 – MINI CURSO SOBRE MANEJO AVANÇADO DE COLMEIAS PARA ALTA PRODUÇÃO DE MEL.
MESA REDONDA – EXPERIENCIAS DE SUCESSO NA APICULTURA E MELIPONICULTURA | 10:30 – 12:00
PALESTRA – COMPRAS GOVERNAMENTAIS PARA OS PRODUTOS DAS ABELHAS E MERCADO INTERNO É O CAMINHO DA APICULTURA DO BRASIL? | 15:30 – 17:00
A VOZ DO APICULTOR e do MELIPONICULTOR | 18:30 Tema livre onde o apicultor inscrito terá 10 minutos para falar, apresentar e/ou expor assuntos ligados a apicultura e a meliponicultura.
Seja bem vindo a cidade de Seabra e aos eventos - VII Congresso Baiano de Apicultura e de Meliponicultura - III Seminário do Projeto APIS-Chapada e VII Feira de Produtos e Equipamentos. Tê-lo nos referidos eventos é motivo de grande alegria para todos da Comissão Organizadora.
Os eventos foram programados de forma a atender a todos interessados no desenvolvimento da apicultura e da meliponicultura, com o tema Preservar, Produzir e Comercializar, os quais serão amplamente debatidas por renomados pesquisadores e demais profissionais da área.
A realização conjunta destes eventos, constitui uma demonstração de união e força em prol da apicultura e meliponicultura baiana, refletindo a grande importância para o fortalecimento destes sistemas produtivos, visando a sua consolidação como atividade sustentável e promotora do desenvolvimento das regiões produtoras.
PROGRAMAÇÃO
23/10/2019
08h00 - 12h00 - Atividade: III Seminário Apis Chapada / Inscrição do Evento - Pedro Constam
12h00 - Almoço
14h00 - Painel 1: Meliponicultura: Situação Atual /Genética na Produção/Subprodutos da Colônia - Carlos Alfredo/Ana Maria/Samira.
15h00 - Palestra: Fortaleza do mel - Reveca
16h00 - Palestra Magna: Recursos naturais para a sustentabilidade das abelhas - SEMA
17h00 - Abertura Oficial: Cerimônia de Abertura / Abertura Oficial da Feira
24/10/2019
08h00 - 10h00 - Painel 2: Diversificação da produção
10h00 - 12h00 - Painel 3: Estratégias para o acesso ao mercado
12h00 - 13h30 - Almoço
13h30 - 15h30 - Oficinas:
O1 - Beneficiamento de Cera - Antônio Bitencourt (COOAPIT /Tucano)
O2 - Gestão de Apiários e Meliponários - Itamar Queiroz (SEBRAE/BA)
O3 - Pastagem e Plantas Tóxicas - Rogério Marcos de Oliveira Alves (IFBaiano/Catu)
O4 - Certificação Orgânica - Pedro Constam (FLOR NATIVA / Palmeiras)
O5 - Produção de Pólen - Prof. Lídia Barreto (UNITAU Taubatê/SP)
O6 - Hidromel - Samira M.P C. da Slva (FAPESB/UFRB) e Maria
15h30 - 17h30 - Oficinas:
O1 - Custos de Produção - Itamar Queiroz (SEBRAE/BA)
O2 - Polinização Dirigida - Claudinei Neiva Santana (ADAB – Andaraí)
O3 - Produção de Própolis - Anselmo Nascimento (COAPER / Canavieiras)
O4 - Diversificação para atingir o Mercado - Aldir Parisi (SEBRAE/BA)
O5 - Boas Práticas na Agroindústria - Profª Lidia Barreto e Solange Veras
O6 - Meliponicultura - Alex Fabio
13h30 - 17h30 - Clinica: Sistema agro florestal para a apicultura/meliponicultura
18h00 - Assembleia Geral Extraordinária da FEBAMEL
18h30 - Assembleia Geral Ordinária FEBAMEL
25/10/2019
08h00 - 09h30 - Painel 4: Boas Práticas dos produtos das abelhas: campo/indústria
09h30 - 11h00 - Painel 5: Organização social dos criadores de abelhas
11h00 - 12h00 - Atividade 1: Espaço do Produtor
13h00 - Atividade 2: Resultado dos Concursos
Atividade 3: Sorteio de Materiais
Encerramento
O Meliponário Rei da Mandaçaia, se fez presente na qualidade de palestrante e expositor no II Encontro Baiano de Meliponicultura, ocorrido na semana passada 07 a 09 de agosto, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), no centro de treinamento da SDR, em Itapuã.
Eu, Rarison e Jósé Humberto
O evento reuniu representantes do
sistema produtivo dos diversos municípios do estado da Bahia, Alagoas,
Sergipe, Piauí, Ceará, Espírito Santo, São Paulo, Amazonas, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Sul.
Luciano Borracha, Meliponicultor e micro-empresario do setor na cidade de Santos-SP
A
programação também contou com conferências, minicursos, palestras,
aula-show e clínica tecnológica, apresentação de trabalhos científicos e
reunião da Câmara Setorial de Apicultura e de Meliponicultura e do
Comitê de Sanidade das Abelhas.
Nossos produtos
Além do Concurso de Mel de Abelhas sem
Ferrão, concurso que na ultima edição ocorrida na cidade de Irecê, fomos premiados como melhor mel na categoria maturado e de melhor mel da Bahia entre todas as categorias concorrentes, dessa vez não chegamos nas cabeças mais mesmo assim o nosso mel ficou em 3° lugar entre os méis participantes na sua categoria, o que para nós é uma satisfação.
Visitantes e clientes ilustres em nosso Stand: Apresentadora da TV Bahia Georgina Mainard, Vandira da Mata, Welton Clarindo e o Chef Caco Marinho.
Visitantes experimentado e comprando nossos produtos, sucesso total.
Eu, Luciano Borracha e Roger
Enxame tá ficando cada vez mais forte
Turma do município de Uibaí se fazendo presente no evento
Dra. Samira Cavalcante na palestra sobre produção de hidromel, bebida que fez sucesso total no evento, pena que esgotou rápido.
Eu, Pedro Viana, Rarisson e Clodomiro Tavares
Respeitado Chef Clodomiro Tavares, gente finíssima.
Companheiro de profissão Jorge Silveira que encontrei no evento, e como o mundo é pequeno me contou que iniciou a carreira em um escritório em minha cidade Uibaí, e que meu irmão João Neto recém formado também em agronomia, foi seu estagiário.
Meu amigo Clodoaldo, iniciou o curso de agronomia comigo em Juazeiro, infelizmente partiu para carreira do direito a muitos anos não via, foi lá para nos prestigiar.
Eu e o companheiro Evando da cidade de Gandú, homem forte da Meliponicultura Baiana
Depois de uma intensa mortandade de abelhas no início dos anos 2000,
causada possivelmente pelo uso excessivo de inseticida no campo, o
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) convidou os biólogos Osmar Malaspina, da Universidade Estadual
Paulista (Unesp), de Rio Claro, e Roberta Nocelli, da Universidade
Federal de São Carlos (UFSCar), para aprofundar os estudos sobre a
situação das abelhas no Brasil. Em 2017, o governo aprovou uma lei
estabelecendo que os agrotóxicos a serem comercializados no Brasil devem
passar por testes de avaliação de risco em abelhas Apis mellifera,
espécie adotada internacionalmente nos testes dessa natureza, por viver
em quase todo o mundo. No entanto, a mortalidade continuou. De dezembro
de 2018 a fevereiro de 2019, o Rio Grande do Sul registrou 400 milhões
de Apis mortas, Santa Catarina 50 milhões, Mato Grosso do Sul
45 milhões e São Paulo 5 milhões. Os inseticidas usados para matar
pragas das plantações são uma das causas da redução das populações de
abelhas no mundo, ao lado da diminuição das áreas de florestas e das
mudanças climáticas (ver Pesquisa FAPESP no 271).
O grupo de trabalho criado pelo Ibama para avaliar o risco de
agrotóxicos concluiu que era necessário incluir abelhas sem ferrão que
fossem representativas das cerca de 350 espécies exclusivas do Brasil.
“Temos de criar metodologias de análise de toxicidade para as abelhas
nativas para não fazer apenas testes com Apis antes de lançar
um produto novo”, enfatiza Malaspina, coordenador do laboratório de
pesquisa sobre ecotoxicologia de abelhas sociais do Instituto de
Biociências da Unesp de Rio Claro.
“Sugerimos que os métodos para
avaliação de toxicidade durante o estágio imaturo de abelhas adotados
para Apis para avaliação de risco não podem ser aplicados nas
abelhas sem ferrão”, reitera a bióloga Annelise Rosa-Fontana,
pesquisadora em estágio de pós-doutorado na Unesp em Rio Claro.
Em 2015, em um experimento de seu doutorado na Universidade de São
Paulo (USP) em Ribeirão Preto, ela colocou doses diferentes de um
inseticida bastante usado na agricultura, o tiametoxam, no alimento de
larvas de uma espécie de abelha nativa sem ferrão, a canudo (Scaptotrigona depilis).
Sobreviveram apenas 40% das larvas tratadas com a dose mais alta de
inseticida, enquanto no grupo controle, que não recebeu inseticida,
sobreviveram 80%, como detalhado em um artigo publicado em 2016 na
revista Apidologie.
Em 2018, ela participou de um estudo na Unesp realizado pela bióloga
Adna Dorigo, que avaliou o efeito de dimetoato, usado como referência
internacional em testes de toxicidade, na uruçu nordestina (Melipona scutellaris). Nesse trabalho, publicado em março de 2019 na revista científica PLOS One, a concentração letal capaz de matar 50% de uma população de larvas de uruçu foi 320 vezes menor que a de larvas de Apis. Em novos estudos, ainda preliminares, larvas de outra espécie de abelha sem ferrão, a mandaguari (Scaptotrigona postica), morreram com uma concentração letal ainda menor do que a da uruçu.
Mudanças de comportamento
Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São
Paulo (Esalq-USP), a bióloga Cynthia Jacob reforçou as conclusões sobre
os efeitos de defensivos agrícolas em abelhas sem ferrão ao verificar
que o tiametoxam e outros três inseticidas do grupo dos neonicotinoides
podem causar mudanças de comportamento, como a redução da velocidade de
voo e da distância percorrida, de abelhas adultas jataí (Tetragonisca angustula), de acordo com um estudo publicado em fevereiro na revista Chemosphere.
Apis predominam como produtoras de mel e são essenciais como
polinizadoras de laranja, soja, canola, algodão, entre outras culturas
agrícolas, enquanto as sem ferrão favorecem a frutificação de café,
morango, maçã, pêssego, tomate e berinjela. O relatório Polinização, polinizadores e produção de alimentos,
organizado pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços
Ecossistêmicos (BPBES) e pela Rede Brasileira de Interações
Planta-Polinizador (Rebipp) e apresentado em fevereiro de 2019, estimou
em R$ 43 bilhões os serviços prestados pelos polinizadores no Brasil. De
acordo com esse documento, as abelhas realizam 66% dos trabalhos de
polinização, ao lado de besouros, borboletas, mariposas, aves e
morcegos.
As abelhas sem ferrão – na verdade, com ferrão atrofiado – voam em
praticamente toda a América Central e do Sul, África, Sudeste Asiático e
norte da Austrália. “Elas vivem em matas próximas às plantações, como Apis,
são menos numerosas e visíveis, percorrem áreas menores, porém entram
em cultivos agrícolas”, diz Malaspina. Diante do risco de redução
contínua das populações de abelhas, ele argumenta: “Como os agrotóxicos
ainda são indispensáveis para manter o tamanho da safra agrícola, os
fabricantes de defensivos e os produtores rurais deveriam investir mais
em agroquímicos menos tóxicos ou em produtos biológicos mais seletivos”.
“Se usados adequadamente, por meio de aplicações aéreas com empresas
certificadas, os defensivos agrícolas não causam impacto sobre as
abelhas”, diz a advogada Renata Camargo, coordenadora de
sustentabilidade da União da Agroindústria Canavieira do Estado de São
Paulo (Unica), que representa 120 usinas produtoras de açúcar e álcool.
Em junho de 2017, a Unica e a Organização de Plantadores de Cana da
Região Centro-Sul do Brasil (Orplana) assinaram um acordo com órgãos do
governo paulista, o Protocolo Etanol Mais Verde, para, entre outros
objetivos, promover as boas práticas no uso de agrotóxicos e a proteção
da vegetação nativa.
Projeto
Padronização de método para testes de toxicidade em larvas de abelhas
sem ferrão em condições de laboratório, e potenciais efeitos adversos
provenientes do alimento larval contaminado com o neonicotinoide
tiametoxam (nº 16/00328-4); Modalidade Bolsa de Pós-doutorado; Pesquisador responsável Osmar Malaspina (Unesp); Bolsista Annelise de Souza Rosa; Investimento R$ 302.373,77.
Com a difusão da qualidade dos produtos
das abelhas sociais sem ferrão (ASSF), houve um aumento na demanda por esses produtos o
que resultou na busca de formas mais eficientes de manejo das colméias,
surgindo então às caixas rústicas ou caixotes, posteriormente evoluíram
até às colméias racionais que apresentam a vantagem de facilitar o
manejo a coleta dos produtos e principalmente a multiplicação dos
enxames.
Existem vários modelos
de colméias racionais, utilizados por diferentes meliponicultores e para
diversas espécies de abelhas sem ferrão, considerando vários fatores como a praticidade para divisão das colônias, alimentação
artificial e higiene. São muito utilizados e difundidos os modelos Paulo Nogueira Neto
(PNN) e Fernando Oliveira (INPA) sendo esta última acredito, a mais adequada e utilizadas para diversas espécies, somente variando as suas medidas, no entanto, para o "caso especifico" das abelhas criadas no Sertão Nordestino à exemplo das Mandaçaias Melipona mandacaia Smith. e Melipona quadrifasciata anthidioides, onde essas especies passam por um logo período de seca e de escassez de alimento, e à depender do manejo e tempo despendido pelo criador no cuidado durante esse período critico, pode ocorrer uma grande perda de enxames por inanição, pois, esses não conseguem armazenar alimentos suficientes para a extração pelo produtor e para o próprio sustento do enxame, fazendo se necessariedade de se fazer a alimentação artificial e perda de tempo para colheitas sucessivas no pouco volume das melgueiras colmeias em questão.
Durante essa última seca de 2016/2017 a maior ocorrida na Bahia nos últimos 100 anos, a perda de enxames em colmeias de outros a exemplo da colmeia INPA, me motivou a busca por um modelo de colméia que juntasse a comodidade e adaptação das colmeias modelo nordestino com a praticidade e facilidade de manejo das colmeias modulares INPA e PNN, nessa busca consegui chegar a colméia que batizei de colméia Modelo RM), com as dimensões mais adequadas para as abelhas mandaçaias e acredito também, para a abelha jandaíra, esse novo modelo de colméia é de fácil construção, as melgueiras destacáveis facilitam a colheita do mel sem destruir e sobrepor os potes de mel, sem contar a ótima adaptação, já testada e observada por mim em alguns anos de observações e comparações, para utilização com outras especies se faz necessário o estudo das dimensões que elas mais se adaptem.