Quem Somos

O Meliponário Rei da Mandaçaia é um empreendimento familiar especializado na criação, conservação e manejo de Abelhas Sociais Sem Ferrão de ocorrência natural no estado da Bahia, estamos a mais de 20 anos criando, multiplicando e contribuído para preservação destes pequenos magníficos animais. O nosso empreendimento é cadastrado no IBAMA CTF: 1681253, no Site é possível encontrar fotos da produção e muitas informações a cerca desta atividade, nosso meliponário principal está situado no Distrito de Hidrolândia - Uibaí e em Cruz das Almas no Recôncavo da Bahia.

Responsável Técnico: Engenheiro Agrônomo/Mestre em Ciências Agrárias, Márcio Pires de Oliveira / CREA/BA40051 Email: meliponarioreidamandacaia@hotmail.com


quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Uso do App Melipoware no manejo e rastreameto de enxames



O Melipoware inova com o conceito de 'Abelha Rastreada', exatamente como acontece com o Boi Rastreado, permitindo manter um histórico de todas as atividades da colônia, como inspeções, tratamentos, medicações, controle de praga, controle de produção, etc.
 
Nova versão do Melipoware disponível para download.
-Layouts reformulados
-Geração de PDF de etiquetas
-Relatório de inspeção
-Exportação das colmeias para KML
-Adição de mais espécies.
-E muito mais!
O app gera uma etiqueta pra ser colada na caixa da colônia. E então basta usar a câmera do celular e apontar para etiqueta que o Melipoware se encarrega de mostrar todo o histórico da colmeia.






Existe uma versão grátis com menos funcionalidades e a versão completa paga no valor de $14.99  Baixe o App gratuitamente na Play Store, Clicando aqui:

terça-feira, 10 de setembro de 2019

1º Congresso Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura do CNAA, 6 à 8 de Novembro de 2019 - Itabuna, BA


É com grande satisfação que o CNAA – Conselho Nacional do Agronegócio de Abelhas realiza seu primeiro congresso, juntamente com diversos parceiros e apoiadores como MAPA/CEPLAC, IF baiano – Campus Uruçuca, Universidade Estadual de Santa Cruz, Universidade Federal do Sul da Bahia, Universidade Estadual de Goiás – Campus São Luís de Monte Belos, Instituto do Mel e Chocolate, Prefeitura Municipal de Itabuna, Veracel, entre outros. O CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA E MELIPONICULTURA CNAA será realizado na cidade de Itabuna (Ba), no período de 06 a 08 de novembro de 2019. Junto com o congresso será realizado a EXPOMEL, exposição de materiais e equipamentos apícolas e meliponícolas, exposição de insetos gigantes (a ser confirmado), comercialização de produtos da apicultura e meliponicultura, praça de alimentação com foodtruck e show musical. O CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA E MELIPONICULTURA CNAA está sendo programado de forma a atender todos interessados no desenvolvimento do agronegócio de abelhas. Serão enfocados avanços nas áreas de técnicas de manejo, pesquisas, melhoramento de abelhas, comercialização e exportação. Os temas serão apresentados por renomados pesquisadores do Brasil e apicultores, quando mostrarão suas experiências de sucesso. Ainda como parte da PROGRAMAÇÃO DO CONGRESSO, os interessados terão à disposição palestras, mesa-redonda, minicursos, oficinas práticas e ainda programação opcional, que são as visitas técnicas à cidade de Canavieiras para conhecer as técnicas de produção de própolis vermelha e a produção de pólen apícola. Portanto, a realização dos Eventos pelo CNNA e parceiros constitui uma demonstração de união e força em prol da apicultura brasileira, refletindo de grande importância para o fortalecimento da cadeia produtiva, visando a sua consolidação como uma atividade sustentável e promotora do desenvolvimento das regiões produtoras do Brasil.

Sua participação é muito importante…estamos esperando todos vocês de braços abertos.
A Comissão Organizadora

 
 
06 DE NOVEMBRO DE 2019 – QUARTA-FEIRA
INSCRIÇÃO E CREDENCIAMENTO | 14:00 – 18:00 HORAS

PALESTRA MAGNA – CENÁRIO E PERSPECTIVA DA APICULTURA BRASILEIRA – COMO SUPERAR A CRISE |

INTERVALO PARA ALMOÇO | 12:00 – 14:00

PALESTRA – MELHORAMENTO GENÉTICO DAS ABELHAS AFRICANIZADAS COM INSERÇÃO DE RAÇAS EUROPÉIAS. | 15:00 – 17:30

MESA REDONDA – EXPERIÊNCIAS DOS APICULTORES COM O MANEJO DE ABELHAS MESTIÇAS EUROPEIAS | 17:30

SESSÃO SOLENE DE ABERTURA – COMPOSIÇÃO DA MESA

07 DE NOVEMBRO DE 2019 – QUINTA-FEIRA
MINI CURSOS | 08:00 – 10:00
1 – TÉCNICAS DE AMPLIAÇÃO DE MELIPONARIOS E TRANSPORTE DE ASF.
2 – MINI CURSO SOBRE PRODUÇÃO E BENEFICIAMENTO CERA DE ABELHAS.
3 – MINI CURSO SOBRE SELEÇÃO E PRODUÇÃO DE RAINHAS.
4 – MINI CURSOS SOBRE PRODUÇÃO E BENEFICIAMENTO DE POLEN.
5 – MINI CURSO DE COSMÉTICOS COM PRODUTOS APÍCOLAS E MELIPONÍCOLAS.
6 – MINI CURSO SOBRE PRODUÇÃO E BENEFICIAMENTO DE PRÓPOLIS.

PALESTRA – DESMATAMENTO E DESERTIFICAÇÃO: RISCOS A APIFAUNA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO | 10:00 – 11:30

PALESTRA – MANEJO, PRODUTOS E MERCADO DAS ABELHAS SEM FERRÃO | 11:30 – 12:30

MESA REDONDA – LEIS ESTADUAIS DA MELIPONICULTURA: PARÂMETROS PARA CONSTRUÇÃO DA LEI FEDERAL |

INTERVALO PARA ALMOÇO | 12:30 – 14:00

PALESTRA – CNAA: MOBILIZAÇÃO DOS APICULTORES E SUAS REIVINDICAÇÕES – “APIÁRIO TRÊS PODERES” | 15:30 – 18:00

MESA REDONDA – TÉCNICAS DE MANEJO PARA ALTA PRODUTIVIDADE DE MEL – CASOS DE SUCESSO

08 DE NOVEMBRO – SEXTA-FEIRA
MINI CURSOS | 08:00 – 10:00
1 -PRODUÇÃO DE SUBPRODUTOS A BASE DE PRODUTOS DAS ASF.
2 – MINI CURSO SOBRE PRODUÇÃO E BENEFICIAMENTO CERA DE ABELHAS.
3 – MINI CURSOS SOBRE PRODUÇÃO É BENEFICIAMENTO DE POLEN.
4 – MINI CURSO SOBRE PRODUÇÃO E BENEFICIAMENTO DE PRÓPOLIS VERMELHA.
5 – MINI CURSO DE APITERAPIA.
6 – MINI CURSO SOBRE MANEJO AVANÇADO DE COLMEIAS PARA ALTA PRODUÇÃO DE MEL.

MESA REDONDA – EXPERIENCIAS DE SUCESSO NA APICULTURA E MELIPONICULTURA | 10:30 – 12:00

PALESTRA – COMPRAS GOVERNAMENTAIS PARA OS PRODUTOS DAS ABELHAS E MERCADO INTERNO É O CAMINHO DA APICULTURA DO BRASIL? | 15:30 – 17:00

MESA REDONDA – TEMA: AS ABELHAS PEDEM SOCORRO | 17:00 – 18:30

A VOZ DO APICULTOR e do MELIPONICULTOR | 18:30
Tema livre onde o apicultor inscrito terá 10 minutos para falar, apresentar e/ou expor assuntos ligados a apicultura e a meliponicultura.

Inscrições:https://expomel.com.br/inscricoes/



VII Congresso Baiano de Apicultura e de Meliponicultura - III Seminário do Projeto APIS-Chapada e VII Feira de Produtos e Equipamentos, de 23 à 25 de Outubro de 2019.

Seja bem vindo a cidade de Seabra e aos eventos - VII Congresso Baiano de Apicultura e de Meliponicultura - III Seminário do Projeto APIS-Chapada e VII Feira de Produtos e Equipamentos. Tê-lo nos referidos eventos é motivo de grande alegria para todos da Comissão Organizadora.

​Os eventos foram programados de forma a atender a todos interessados no desenvolvimento da apicultura e da meliponicultura, com o tema Preservar, Produzir e Comercializar, os quais serão amplamente debatidas por renomados pesquisadores e demais profissionais da área.

​A realização conjunta destes eventos, constitui uma demonstração de união e força em prol da apicultura e meliponicultura baiana, refletindo a grande importância para o fortalecimento destes sistemas produtivos, visando a sua consolidação como atividade sustentável e promotora do desenvolvimento das regiões produtoras.
PROGRAMAÇÃO

23/10/2019
08h00 - 12h00 - Atividade: III Seminário Apis Chapada / Inscrição do Evento - Pedro Constam
12h00 - Almoço
14h00 - Painel 1: Meliponicultura: Situação Atual /Genética na Produção/Subprodutos da Colônia - Carlos Alfredo/Ana Maria/Samira.
15h00 - Palestra: Fortaleza do mel - Reveca
16h00 - Palestra Magna: Recursos naturais para a sustentabilidade das abelhas - SEMA
17h00 - Abertura Oficial: Cerimônia de Abertura / Abertura Oficial da Feira

24/10/2019
08h00 - 10h00 - Painel 2: Diversificação da produção
10h00 - 12h00 - Painel 3: Estratégias para o acesso ao mercado
12h00 - 13h30 - Almoço
13h30 - 15h30 - Oficinas: 
O1 - Beneficiamento de Cera - Antônio Bitencourt (COOAPIT /Tucano)
O2 - Gestão de Apiários e Meliponários - Itamar Queiroz (SEBRAE/BA)
O3 - Pastagem e Plantas Tóxicas - Rogério Marcos de Oliveira Alves (IFBaiano/Catu)
O4 - Certificação Orgânica - Pedro Constam (FLOR NATIVA / Palmeiras)
O5 - Produção de Pólen - Prof. Lídia Barreto (UNITAU Taubatê/SP)
O6 - Hidromel - Samira M.P C. da Slva (FAPESB/UFRB) e Maria

15h30 - 17h30 - Oficinas: 
O1 - Custos de Produção - Itamar Queiroz (SEBRAE/BA)
O2 - Polinização Dirigida - Claudinei Neiva Santana (ADAB – Andaraí)
O3 - Produção de Própolis - Anselmo Nascimento (COAPER / Canavieiras)
O4 - Diversificação para atingir o Mercado - Aldir Parisi (SEBRAE/BA)
O5 - Boas Práticas na Agroindústria - Profª Lidia Barreto e Solange Veras
O6 - Meliponicultura - Alex Fabio

13h30 - 17h30 - Clinica: Sistema agro florestal para a apicultura/meliponicultura
18h00 - Assembleia Geral Extraordinária da FEBAMEL
18h30 - Assembleia Geral Ordinária FEBAMEL

25/10/2019
08h00 - 09h30 - Painel 4: Boas Práticas dos produtos das abelhas: campo/indústria
09h30 - 11h00 - Painel 5: Organização social dos criadores de abelhas
11h00 - 12h00 - Atividade 1: Espaço do Produtor
13h00 - Atividade 2: Resultado dos Concursos
Atividade 3: Sorteio de Materiais
Encerramento 

terça-feira, 13 de agosto de 2019

II Encontro Baiano de Meliponicultura, Salvador 07 a 09 de agosto de 2019.

O Meliponário Rei da Mandaçaia, se fez presente na qualidade de palestrante e expositor no II Encontro Baiano de Meliponicultura, ocorrido na semana passada 07 a 09 de agosto, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), no centro de treinamento da SDR, em Itapuã.

Eu, Rarison e Jósé Humberto
O evento reuniu representantes do sistema produtivo dos diversos municípios do estado da Bahia, Alagoas, Sergipe, Piauí, Ceará, Espírito Santo, São Paulo, Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul.
Luciano Borracha, Meliponicultor e micro-empresario do setor na cidade de Santos-SP
A programação também contou com  conferências, minicursos, palestras, aula-show e clínica tecnológica, apresentação de trabalhos científicos e reunião da Câmara Setorial de Apicultura e de Meliponicultura e do Comitê de Sanidade das Abelhas. 

Nossos produtos
Além do Concurso de Mel de Abelhas sem Ferrão, concurso que na ultima edição ocorrida na cidade de Irecê, fomos premiados como melhor mel na categoria maturado e de melhor mel da Bahia entre todas as categorias concorrentes, dessa vez não chegamos nas cabeças mais mesmo assim o nosso mel ficou em 3° lugar entre os méis participantes na sua categoria, o que para nós é uma satisfação.

Visitantes e clientes ilustres em nosso Stand: Apresentadora da TV Bahia Georgina Mainard, Vandira da Mata, Welton Clarindo e o Chef Caco Marinho.
Visitantes experimentado e comprando nossos produtos, sucesso total.
Eu, Luciano Borracha e Roger
Enxame tá ficando cada vez mais forte
Turma do município de Uibaí se fazendo presente no evento
Dra. Samira Cavalcante na palestra sobre produção de hidromel, bebida que fez sucesso total no evento, pena que esgotou rápido.
Eu, Pedro Viana, Rarisson e Clodomiro Tavares
Respeitado Chef Clodomiro Tavares, gente finíssima.
Companheiro de profissão Jorge Silveira que encontrei no evento, e como o mundo é pequeno me contou que iniciou a carreira em um escritório em minha cidade Uibaí, e que meu irmão João Neto recém formado também em agronomia, foi seu estagiário.
Meu amigo Clodoaldo, iniciou o curso de agronomia comigo em Juazeiro, infelizmente partiu para carreira do direito a muitos anos não via, foi lá para nos prestigiar.
Eu e o companheiro Evando da cidade de Gandú, homem forte da Meliponicultura Baiana




 

terça-feira, 18 de junho de 2019

Agroquímicos ameaçam abelhas sem ferrão

Depois de uma intensa mortandade de abelhas no início dos anos 2000, causada possivelmente pelo uso excessivo de inseticida no campo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) convidou os biólogos Osmar Malaspina, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Rio Claro, e Roberta Nocelli, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), para aprofundar os estudos sobre a situação das abelhas no Brasil. Em 2017, o governo aprovou uma lei estabelecendo que os agrotóxicos a serem comercializados no Brasil devem passar por testes de avaliação de risco em abelhas Apis mellifera, espécie adotada internacionalmente nos testes dessa natureza, por viver em quase todo o mundo. No entanto, a mortalidade continuou. De dezembro de 2018 a fevereiro de 2019, o Rio Grande do Sul registrou 400 milhões de Apis mortas, Santa Catarina 50 milhões, Mato Grosso do Sul 45 milhões e São Paulo 5 milhões. Os inseticidas usados para matar pragas das plantações são uma das causas da redução das populações de abelhas no mundo, ao lado da diminuição das áreas de florestas e das mudanças climáticas (ver Pesquisa FAPESP no 271).

O grupo de trabalho criado pelo Ibama para avaliar o risco de agrotóxicos concluiu que era necessário incluir abelhas sem ferrão que fossem representativas das cerca de 350 espécies exclusivas do Brasil. 

 “Temos de criar metodologias de análise de toxicidade para as abelhas nativas para não fazer apenas testes com Apis antes de lançar um produto novo”, enfatiza Malaspina, coordenador do laboratório de pesquisa sobre ecotoxicologia de abelhas sociais do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro.

 “Sugerimos que os métodos para avaliação de toxicidade durante o estágio imaturo de abelhas adotados para Apis para avaliação de risco não podem ser aplicados nas abelhas sem ferrão”, reitera a bióloga Annelise Rosa-Fontana, pesquisadora em estágio de pós-doutorado na Unesp em Rio Claro.

Em 2015, em um experimento de seu doutorado na Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, ela colocou doses diferentes de um inseticida bastante usado na agricultura, o tiametoxam, no alimento de larvas de uma espécie de abelha nativa sem ferrão, a canudo (Scaptotrigona depilis). 

 Sobreviveram apenas 40% das larvas tratadas com a dose mais alta de inseticida, enquanto no grupo controle, que não recebeu inseticida, sobreviveram 80%, como detalhado em um artigo publicado em 2016 na revista Apidologie.

Em 2018, ela participou de um estudo na Unesp realizado pela bióloga Adna Dorigo, que avaliou o efeito de dimetoato, usado como referência internacional em testes de toxicidade, na uruçu nordestina (Melipona scutellaris). Nesse trabalho, publicado em março de 2019 na revista científica PLOS One, a concentração letal capaz de matar 50% de uma população de larvas de uruçu foi 320 vezes menor que a de larvas de Apis. Em novos estudos, ainda preliminares, larvas de outra espécie de abelha sem ferrão, a mandaguari (Scaptotrigona postica), morreram com uma concentração letal ainda menor do que a da uruçu.

Mudanças de comportamento

Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), a bióloga Cynthia Jacob reforçou as conclusões sobre os efeitos de defensivos agrícolas em abelhas sem ferrão ao verificar que o tiametoxam e outros três inseticidas do grupo dos neonicotinoides podem causar mudanças de comportamento, como a redução da velocidade de voo e da distância percorrida, de abelhas adultas jataí (Tetragonisca angustula), de acordo com um estudo publicado em fevereiro na revista Chemosphere.

Apis predominam como produtoras de mel e são essenciais como polinizadoras de laranja, soja, canola, algodão, entre outras culturas agrícolas, enquanto as sem ferrão favorecem a frutificação de café, morango, maçã, pêssego, tomate e berinjela. O relatório Polinização, polinizadores e produção de alimentos, organizado pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) e pela Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador (Rebipp) e apresentado em fevereiro de 2019, estimou em R$ 43 bilhões os serviços prestados pelos polinizadores no Brasil. De acordo com esse documento, as abelhas realizam 66% dos trabalhos de polinização, ao lado de besouros, borboletas, mariposas, aves e morcegos.

As abelhas sem ferrão – na verdade, com ferrão atrofiado – voam em praticamente toda a América Central e do Sul, África, Sudeste Asiático e norte da Austrália. “Elas vivem em matas próximas às plantações, como Apis, são menos numerosas e visíveis, percorrem áreas menores, porém entram em cultivos agrícolas”, diz Malaspina. Diante do risco de redução contínua das populações de abelhas, ele argumenta: “Como os agrotóxicos ainda são indispensáveis para manter o tamanho da safra agrícola, os fabricantes de defensivos e os produtores rurais deveriam investir mais em agroquímicos menos tóxicos ou em produtos biológicos mais seletivos”.

“Se usados adequadamente, por meio de aplicações aéreas com empresas certificadas, os defensivos agrícolas não causam impacto sobre as abelhas”, diz a advogada Renata Camargo, coordenadora de sustentabilidade da União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo (Unica), que representa 120 usinas produtoras de açúcar e álcool. Em junho de 2017, a Unica e a Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana) assinaram um acordo com órgãos do governo paulista, o Protocolo Etanol Mais Verde, para, entre outros objetivos, promover as boas práticas no uso de agrotóxicos e a proteção da vegetação nativa.

Projeto

Padronização de método para testes de toxicidade em larvas de abelhas sem ferrão em condições de laboratório, e potenciais efeitos adversos provenientes do alimento larval contaminado com o neonicotinoide tiametoxam (nº 16/00328-4); Modalidade Bolsa de Pós-doutorado; Pesquisador responsável Osmar Malaspina (Unesp); Bolsista Annelise de Souza Rosa; Investimento R$ 302.373,77.

Artigos científicos

Uma pesquisa da ONU aponta que 73% da polinização das plantas consumidas pelo homem são feitas pelas abelhas. Elas ajudam na manutenção da biodiversidade, que é essencial para o ser humano. Só que as abelhas estão ameaçadas de extinção. Em minas gerais, um morador de poços de caldas resolveu dar uma forcinha e criar o ambiente ideal à reprodução dos insetos no quintal de casa.