Quem Somos

O Meliponário Rei da Mandaçaia é um empreendimento familiar especializado na criação, conservação e manejo de Abelhas Nativas Sem Ferrão, com ocorrência natural no estado da Bahia, estamos a mais de 30 anos criando, multiplicando e contribuído para preservação destes pequenos magníficos animais.

O nosso empreendimento é cadastrado no IBAMA CTF: 1681253 e na Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), e enquadrado na Lei Estadula: Nº 13.905 DE 29 DE JANEIRO DE 2018.

Aqui em nosso site é possível encontrar fotos da produção e muitas informações a cerca desta atividade, nosso meliponário principal está situado no Distrito de Hidrolândia - Uibaí e em Cruz das Almas no Recôncavo da Bahia.

Responsáveis Técnicos Eng. Agrônomos:

MSc. Márcio Pires de Oliveira /CREA:BA40051

Dra. Polyana Carneiro dos Santos

Email: meliponarioreidamandacaia@hotmail.com

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Programa do Mel de meliponas é lançado por Tião Viana no Vale do Juruá no Acre

O governador Tião Viana lançou nesta quinta-feira, 25, na Vila Santa Luzia, o Programa da Meliponicultura (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
O governador Tião Viana lançou nesta quinta-feira, na Vila Santa Luzia, o Programa da Meliponicultura (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
Agregar renda sem desmatar a floresta nativa e preservando a biodiversidade. Essa é uma das propostas do governo do Acre ao incentivar a produção de mel de abelha sem ferrão na região do Vale do Juruá. Para isso, o governador Tião Viana e o vice-governador César Messias lançaram nesta quinta-feira, 25, na Vila Santa Luzia, o Programa da Meliponicultura ou Programa do Mel, desenvolvido pela Secretaria de Pequenos Negócios (SEPN).
A secretária adjunta de Pequenos Negócios, Silvia Monteiro, acompanhou Tião Viana e César Messias na solenidade de lançamento do programa. No lançamento foram entregues mil caixas de mel aos produtores.
“Isso é parte de um grande esforço em diversas ações na área de produção e pequenos negócios que o governo do Estado faz para que os produtores rurais do Acre tenham melhorias na sua renda, que se consolidem numa classe média rural com dignidade para criar seus filhos, para ter uma vida com mais tranquilidade”, afirmou Tião Viana.
Silvia Monteiro explicou que 1.400 famílias foram capacitadas para criar abelhas sem ferrão. Além disso, serão distribuídas 14.600 colmeias.
A secretária adjunta de Pequenos Negócios, Silvia Monteiro, acompanhou Tião Viana (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
A secretária adjunta de Pequenos Negócios, Silvia Monteiro, acompanhou Tião Viana (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
César Messias afirmou que um simples gesto pode fazer toda a diferença para agricultores que vivem do que produzem em suas pequenas propriedades.
“Quando a gente olha para essa caixinha pequenininha a gente não imagina a importância delas. Mas vejam só os cálculos, nós temos 14.600 caixas multiplicados por 5 litros de mel por ano dá 73 mil litros de mel, agora a gente multiplica isso por R$ 60, que é o preço que vende o litro do mel nessa região, e nós teremos R$ 4,3 milhões em produção de mel e isso estamos botando o valo por baixo. Isso muda a qualidade de vida dessas pessoas”, acrescentou o vice-governador.
Boas expectativas
Um dos beneficiados com a entrega das caixas para criação de abelhas foi o produtor rural Erasmo Pedrosa. “Trabalho com roçado, mas agora fiz um curso para poder trabalhar nessa atividade de produção de abelha. Isso é muito gratificante. Com esse investimento e o treinamento eu acredito que vai melhorar a minha renda e de muitas pessoas. As pessoas estão muito satisfeitas com essa ajuda do governo”, declarou o produtor.
Foram entregues mil caixas de mel aos produtores (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Foram entregues mil caixas de mel aos produtores (Foto: Gleilson Miranda/Secom)


O presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Élson Santiago, também tem boas expectativas para a cadeia produtiva do mel. Ele acredita que muitas famílias poderão aumentar o faturamento mensal com a atividade sem precisar deixar de lado outras atividades produtivas.
“A abelha fará parte do trabalho e o produtor só terá que colher o mel e vender. O governador está de parabéns por incentivar a produção de mel aqui no Acre”, frisou o parlamentar.
Avanços na produção
A secretária adjunta frisou que em Cruzeiro do Sul a atividade de produção com incentivos da SEPN de mel iniciou em 2011 e desde então já foi implantada em sete comunidades com benefícios a 143 produtores.
“O programa expandiu com a ajuda que o governo do Acre está recebendo do governo federal, da presidenta Dilma e, com isso, a secretaria está beneficiando cerca de 500 famílias dos municípios de Mâncio Lima e Rodrigues Alves, por meio do programa”, detalhou Silvia Monteiro.
Além de Cruzeiro do Sul, o Programa do Mel está sendo desenvolvido nos municípios de Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Jordão e Santa Rosa.
O programa de Meliponicultura é desenvolvido pelo governo, por meio da Secretaria de Pequenos Negócios e em parceria com a Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), Instituto Dom Moacyr e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

sábado, 10 de agosto de 2013

PROCESSO DE ENXAMEAÇÃO NATURAL DE ABELHAS SOCIAIS SEM FERRÃO (ASSF)



O processo enxameação natural de abelhas sociais sem ferrão (ASSF), ainda é cercado de mistério e dúvidas, até porque não se trata de um fenômeno matemático e exato, podendo sofrer variações devido a inúmeros fatores como: distância do substrato de nidificação, época do ano, tamanho do enxame, genética, temperatura, etc. Fora isso se trata de um grupo muito diverso, com cerca de 400 espécies podendo ter variações temporais e de comportamento distintos. Necessitando de um conhecimento mais amplo sobre as estratégias reprodutiva das ASSF, como a existência de casos de quando há uma grande oferta de princesas, estas saem de seu ninho são copuladas e/ou fecundadas por diversos zangões, entram em outros ninhos órfãos, onde são aceitas e tornam-se as rainhas dessas colônias. Todavia o processo de multiplicação mais comum dos ninhos na natureza é feito através do processo de enxameação no qual as operarias após encontrem um novo local para a construção de ninhos, começam a aprovisionar alimento e construírem  o ninho propriamente dito, uma ou mais princesas acompanhada por operárias e zangões para lá se desloca m iniciando  um novo enxame.

Foto*: Princesa de Mqa sendo copulada, foi observado a cópula por mais de mais de 20 zangões diferentes com essa princesa, evidenciando uma "possível" diversidade de variabilidade genética em um mesmo enxame.  
Como falei anteriormente esse processo não ocorre igualmente nem mesmo dentro da mesma espécie, veja lá em se tratando de 400, já acompanhei processos em meliponas que duraram cerca de 40 dias para inicio da postura da rainha e outros mais que isso.
Abaixo observem um processo cronológico de desenvolvimento de Melipona quadrifasciata anthidioide,  acompanhado pelo meliponicultor da cidade de Canarana Thiego Novaes.

Dia 1 inicio do processo de enxameação.   

10° dia do enxameamento
22° dia do inicio do enxameamento, já tem reserva de alimento lá no fundo.
22° Maior numero de postura, começando estabilizar.
35° dia do início da enxameação, já com bastante suprimentos e não tem mais necessidade de recorrer ao enxame  mãe.
35° dia do início da enxameação.
Enxame de MQA estabilizado após 3 meses do enxameamento.
Fotos: Thiego Novaes
Foto*: Márcio Pires
 
O processo enxameação natural de abelhas sociais sem ferrão (ASSF), ainda cercado de mistério e duvidas, até porque não se trata de um fenômeno matemático e exato, podendo sofrer variações devido a inúmeros fatores como, distancia do substrato de nidificação, época do ano, tamanho do enxame, genética, temperatura, etc., Fora isso se trata de um grupo muito diverso, com cerca de 400 espécies podendo ter variações temporais e de comportamento com distintos. Necessitando de um conhecimento mais amplo sobre as estratégias reprodutiva das ASSF, como a existência de casos de quando há uma grande oferta de princesas, estas saem de seu ninho são copuladas e ou fecundadas por diversos zangões, entram em outros ninhos órfãos, onde são aceitas e tornam-se as rainhas dessas colônias, todavia o processo de multiplicação mais comum dos ninhos na natureza é feito através do processo de enxameação no qual as operarias após encontrem um novo local para a construção de ninhos, começam a aprovisionar alimento e construírem  o ninho propriamente dito, uma ou mais princesas acompanhada por operária e zangões para lá se desloca iniciando  um novo enxame.

sábado, 3 de agosto de 2013

Cientistas descobrem o que está matando as abelhas, e é mais grave do que se pensava

Como já é sabido, a misteriosa mortandade de abelhas que polinizam US $ 30 bilhões em cultura só nos EUA dizimou a população de Apis mellifera na América do Norte, e apenas um inverno ruim poderá deixar os campos improdutíveis. Agora, um novo estudo identificou algumas das prováveis causas ​​da morte das abelhas, e os resultados bastante assustadores mostram que evitar o Armagedom das abelhas será muito mais difícil do que se pensava anteriormente.

Os cientistas tinham dificuldade em encontrar o gatilho para a chamada Colony Collapse Disorder (CCD), (Desordem do Colapso das Colônias, em inglês), que dizimou cerca de 10 milhões de colmeias, no valor de US $ 2 bilhões, nos últimos seis anos. Os suspeitos incluem agrotóxicos, parasitas transmissores de doenças e má nutrição. Mas, em um estudo inédito publicado este mês na revista PLoS ONE, os cientistas da Universidade de Maryland e do Departamento de Agricultura dos EUA identificaram um caldeirão de pesticidas e fungicidas contaminando o pólen recolhido pelas abelhas para alimentarem suas colmeias. Os resultados abrem novos caminhos para sabermos porque um grande número de abelhas está morrendo e a causa específica da DCC, que mata a colmeia inteira simultaneamente. 
Quando os pesquisadores coletaram pólen de colmeias que fazem a polinização de cranberry, melancia e outras culturas, e alimentaram abelhas saudáveis, essas abelhas mostraram um declínio significativo na capacidade de resistir à infecção por um parasita chamado Nosema ceranae. O parasita tem sido relacionado a Desordem do Colapso das Colônias (DCC), embora os cientistas sejam cautelosos ao salientar que as conclusões não vinculam diretamente os pesticidas a DCC. O pólen foi contaminado, em média, por nove pesticidas e fungicidas diferentes, contudo os cientistas já descobriram 21 agrotóxicos em uma única amostra. Sendo oito deles associados ao maior risco de infecção pelo parasita. 
O mais preocupante, as abelhas que comem pólen contaminado com fungicidas tiveram três vezes mais chances de serem infectadas pelo parasita. Amplamente utilizados, pensávamos que os fungicidas fossem inofensivos para as abelhas, já que são concebidos para matar fungos, não insetos, em culturas como a de maçã. 
"Há evidências crescentes de que os fungicidas podem estar afetando as abelhas diretamente e eu acho que fica evidente a necessidade de reavaliarmos a forma como rotulamos esses produtos químicos agrícolas", disse Dennis vanEngelsdorp, autor principal do estudo. 
Os rótulos dos agrotóxicos alertam os agricultores para não pulverizarem quando existem abelhas polinizadoras na vizinhança, mas essas precauções não são aplicadas aos fungicidas. 
As populações de abelhas estão tão baixas que os EUA agora tem 60% das colônias sobreviventes do país apenas para polinizar uma cultura de amêndoas na Califórnia. E isso não é um problema apenas da costa oeste americana - a Califórnia fornece 80% das amêndoas do mundo, um mercado de US $ 4 bilhões. 
Nos últimos anos, uma classe de substâncias químicas chamadas neonicotinóides tem sido associada à morte de abelhas e em abril os órgãos reguladores proibiram o uso do inseticida por dois anos na Europa, onde as populações de abelhas também despencaram. Mas Dennis vanEngelsdorp, um cientista assistente de pesquisa na Universidade de Maryland, diz que o novo estudo mostra que a interação de vários agrotóxicos está afetando a saúde das abelhas. 
"A questão dos agrotóxicos em si é muito mais complexa do acreditávamos ser", diz ele. "É muito mais complicado do que apenas um produto, significando naturalmente que a solução não está em apenas proibir uma classe de produtos." 
O estudo descobriu outra complicação nos esforços para salvar as abelhas: as abelhas norte-americanas, que são descendentes de abelhas europeias, não trazem para casa o pólen das culturas nativas norte-americanas, mas coletam de ervas daninhas e flores silvestres próximas. O pólen dessas plantas, no entanto, também estava contaminado com pesticidas, mesmo não sendo alvo de pulverização. 
"Não está claro se os pesticidas estão se dispersando sobre essas plantas, mas precisamos ter um novo olhar sobre as práticas de pulverização agrícola", diz vanEngelsdorp. 

Fonte: Quartz News

quinta-feira, 9 de maio de 2013

URUÇÚ VERDADEIRA LINHAGEM DO INTERIOR DA BAHIA

A algum tempo venho selecionando uma linhagem de Uruçú Verdadeira que ocorre no Interior da Bahia, apesar de ser a mesma especie Melipona scutellaris  apresentam algumas diferencas na coloração dos pelos do tórax que são mais para amareladas essa linhagem  ocorre principalmente na Chapada Diamantina e em matas de galeria pelo interior, a minha finalidade principal e a de selecionar uma linhagem resistente ao calor e baixos índices de umidade de outras regiões daqui da Bahia e do Brasil, porém encontrar esses enxames não é fácil geralmente em comunidades distantes, isoladas e tradicionais como nessa situação de dois enxames que localizei em uma comunidade na região de Senhor do Bonfim mais precisamente na cidade nas grotas de sera de Antônio Gonçalves, herança de família de um senhor que deixou para filha,  Apesar de ser localizada no Sertão baiano é uma região de serras matas de galeria onde o micro clima favoreceu o desenvolvimento de muitas plantas de ocorrência na mata atlântica no verão as temperaturas são muito altas e favoreceu uma adaptação natural dessas abelhas ao clima quente e seco, na malta atlântica a umidade relativa é muito alta fato que não ocorre por aqui, logo quando cheguei na comunidade em  frente a uma escolinha tinha uma arvore de Pau Brasil florida, consegui identificar cerca de sete espécie de abelhas sem ferrão, entre elas as que fui atrás as Uruçús, geneticamente creio eu que a maioria do enxames pelo Brasil vieram principalmente da Bahia e de poucos meliponários,  então com certeza com genética muito próxima, minha intenção é formar enxames geneticamente superiores, diferente e adaptados já que estou criando esses  em Senhor do Bonfim norte da Bahia com um isolamento médio de cerca de 450 km das suas irmãs do  litoral.
Pau Brasil "Caesalpinia echinata" em floração
Encontrei cerca de 7 especies de abelhas sociais sem ferrão nessa arvore
Abelha Iraí Nannotrigona testaceicornis



apis e outras.
Bela vespa de um vermelho vivo e asas transparentes.










Arvore de imburana de cheiro abrigava 3 ninhos da Abelha Iraí "Nannotrigona testaceicornis".



Troco com ninho de abelha Melipona scutellaris  herança do pai da proprietariada deve tá aí a mais de 20 anos


O local sofreu muito com a introdução de gado bovino, muito se tirou da paisagem original, porém ainda  muito bonito




Galinheiro custo zero.
Ninho de Jataí entrada no cano de pvc
Ninho de Jataí logo abaixo a cerca de 1m do que está no cano
Tubo de entada da abelha Iraí
Aqui no Sertão o melhor amigo do homem do campo depois do jumento é o cachorro.
Outro belo Jumento de montaria.
A comunidade já produziu muito cafe antes da criação de gado. 
Pau Brasil  florido e o BEEMÓVEL.


Fotos: Márcio Pires