Quem Somos

O Meliponário Rei da Mandaçaia é um empreendimento familiar especializado na criação, conservação e manejo de Abelhas Nativas Sem Ferrão, com ocorrência natural no estado da Bahia, estamos a mais de 30 anos criando, multiplicando e contribuído para preservação destes pequenos magníficos animais.

O nosso empreendimento é cadastrado no IBAMA CTF: 1681253 e na Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), e enquadrado na Lei Estadula: Nº 13.905 DE 29 DE JANEIRO DE 2018.

Aqui em nosso site é possível encontrar fotos da produção e muitas informações a cerca desta atividade, nosso meliponário principal está situado no Distrito de Hidrolândia - Uibaí e em Cruz das Almas no Recôncavo da Bahia.

Responsáveis Técnicos Eng. Agrônomos:

MSc. Márcio Pires de Oliveira /CREA:BA40051

Dra. Polyana Carneiro dos Santos

Email: meliponarioreidamandacaia@hotmail.com

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Instagran: https://www.instagram.com/reidamandacaia/?hl=pt-br

sábado, 10 de agosto de 2013

PROCESSO DE ENXAMEAÇÃO NATURAL DE ABELHAS SOCIAIS SEM FERRÃO (ASSF)



O processo enxameação natural de abelhas sociais sem ferrão (ASSF), ainda é cercado de mistério e dúvidas, até porque não se trata de um fenômeno matemático e exato, podendo sofrer variações devido a inúmeros fatores como: distância do substrato de nidificação, época do ano, tamanho do enxame, genética, temperatura, etc. Fora isso se trata de um grupo muito diverso, com cerca de 400 espécies podendo ter variações temporais e de comportamento distintos. Necessitando de um conhecimento mais amplo sobre as estratégias reprodutiva das ASSF, como a existência de casos de quando há uma grande oferta de princesas, estas saem de seu ninho são copuladas e/ou fecundadas por diversos zangões, entram em outros ninhos órfãos, onde são aceitas e tornam-se as rainhas dessas colônias. Todavia o processo de multiplicação mais comum dos ninhos na natureza é feito através do processo de enxameação no qual as operarias após encontrem um novo local para a construção de ninhos, começam a aprovisionar alimento e construírem  o ninho propriamente dito, uma ou mais princesas acompanhada por operárias e zangões para lá se desloca m iniciando  um novo enxame.

Foto*: Princesa de Mqa sendo copulada, foi observado a cópula por mais de mais de 20 zangões diferentes com essa princesa, evidenciando uma "possível" diversidade de variabilidade genética em um mesmo enxame.  
Como falei anteriormente esse processo não ocorre igualmente nem mesmo dentro da mesma espécie, veja lá em se tratando de 400, já acompanhei processos em meliponas que duraram cerca de 40 dias para inicio da postura da rainha e outros mais que isso.
Abaixo observem um processo cronológico de desenvolvimento de Melipona quadrifasciata anthidioide,  acompanhado pelo meliponicultor da cidade de Canarana Thiego Novaes.

Dia 1 inicio do processo de enxameação.   

10° dia do enxameamento
22° dia do inicio do enxameamento, já tem reserva de alimento lá no fundo.
22° Maior numero de postura, começando estabilizar.
35° dia do início da enxameação, já com bastante suprimentos e não tem mais necessidade de recorrer ao enxame  mãe.
35° dia do início da enxameação.
Enxame de MQA estabilizado após 3 meses do enxameamento.
Fotos: Thiego Novaes
Foto*: Márcio Pires
 
O processo enxameação natural de abelhas sociais sem ferrão (ASSF), ainda cercado de mistério e duvidas, até porque não se trata de um fenômeno matemático e exato, podendo sofrer variações devido a inúmeros fatores como, distancia do substrato de nidificação, época do ano, tamanho do enxame, genética, temperatura, etc., Fora isso se trata de um grupo muito diverso, com cerca de 400 espécies podendo ter variações temporais e de comportamento com distintos. Necessitando de um conhecimento mais amplo sobre as estratégias reprodutiva das ASSF, como a existência de casos de quando há uma grande oferta de princesas, estas saem de seu ninho são copuladas e ou fecundadas por diversos zangões, entram em outros ninhos órfãos, onde são aceitas e tornam-se as rainhas dessas colônias, todavia o processo de multiplicação mais comum dos ninhos na natureza é feito através do processo de enxameação no qual as operarias após encontrem um novo local para a construção de ninhos, começam a aprovisionar alimento e construírem  o ninho propriamente dito, uma ou mais princesas acompanhada por operária e zangões para lá se desloca iniciando  um novo enxame.

sábado, 3 de agosto de 2013

Cientistas descobrem o que está matando as abelhas, e é mais grave do que se pensava

Como já é sabido, a misteriosa mortandade de abelhas que polinizam US $ 30 bilhões em cultura só nos EUA dizimou a população de Apis mellifera na América do Norte, e apenas um inverno ruim poderá deixar os campos improdutíveis. Agora, um novo estudo identificou algumas das prováveis causas ​​da morte das abelhas, e os resultados bastante assustadores mostram que evitar o Armagedom das abelhas será muito mais difícil do que se pensava anteriormente.

Os cientistas tinham dificuldade em encontrar o gatilho para a chamada Colony Collapse Disorder (CCD), (Desordem do Colapso das Colônias, em inglês), que dizimou cerca de 10 milhões de colmeias, no valor de US $ 2 bilhões, nos últimos seis anos. Os suspeitos incluem agrotóxicos, parasitas transmissores de doenças e má nutrição. Mas, em um estudo inédito publicado este mês na revista PLoS ONE, os cientistas da Universidade de Maryland e do Departamento de Agricultura dos EUA identificaram um caldeirão de pesticidas e fungicidas contaminando o pólen recolhido pelas abelhas para alimentarem suas colmeias. Os resultados abrem novos caminhos para sabermos porque um grande número de abelhas está morrendo e a causa específica da DCC, que mata a colmeia inteira simultaneamente. 
Quando os pesquisadores coletaram pólen de colmeias que fazem a polinização de cranberry, melancia e outras culturas, e alimentaram abelhas saudáveis, essas abelhas mostraram um declínio significativo na capacidade de resistir à infecção por um parasita chamado Nosema ceranae. O parasita tem sido relacionado a Desordem do Colapso das Colônias (DCC), embora os cientistas sejam cautelosos ao salientar que as conclusões não vinculam diretamente os pesticidas a DCC. O pólen foi contaminado, em média, por nove pesticidas e fungicidas diferentes, contudo os cientistas já descobriram 21 agrotóxicos em uma única amostra. Sendo oito deles associados ao maior risco de infecção pelo parasita. 
O mais preocupante, as abelhas que comem pólen contaminado com fungicidas tiveram três vezes mais chances de serem infectadas pelo parasita. Amplamente utilizados, pensávamos que os fungicidas fossem inofensivos para as abelhas, já que são concebidos para matar fungos, não insetos, em culturas como a de maçã. 
"Há evidências crescentes de que os fungicidas podem estar afetando as abelhas diretamente e eu acho que fica evidente a necessidade de reavaliarmos a forma como rotulamos esses produtos químicos agrícolas", disse Dennis vanEngelsdorp, autor principal do estudo. 
Os rótulos dos agrotóxicos alertam os agricultores para não pulverizarem quando existem abelhas polinizadoras na vizinhança, mas essas precauções não são aplicadas aos fungicidas. 
As populações de abelhas estão tão baixas que os EUA agora tem 60% das colônias sobreviventes do país apenas para polinizar uma cultura de amêndoas na Califórnia. E isso não é um problema apenas da costa oeste americana - a Califórnia fornece 80% das amêndoas do mundo, um mercado de US $ 4 bilhões. 
Nos últimos anos, uma classe de substâncias químicas chamadas neonicotinóides tem sido associada à morte de abelhas e em abril os órgãos reguladores proibiram o uso do inseticida por dois anos na Europa, onde as populações de abelhas também despencaram. Mas Dennis vanEngelsdorp, um cientista assistente de pesquisa na Universidade de Maryland, diz que o novo estudo mostra que a interação de vários agrotóxicos está afetando a saúde das abelhas. 
"A questão dos agrotóxicos em si é muito mais complexa do acreditávamos ser", diz ele. "É muito mais complicado do que apenas um produto, significando naturalmente que a solução não está em apenas proibir uma classe de produtos." 
O estudo descobriu outra complicação nos esforços para salvar as abelhas: as abelhas norte-americanas, que são descendentes de abelhas europeias, não trazem para casa o pólen das culturas nativas norte-americanas, mas coletam de ervas daninhas e flores silvestres próximas. O pólen dessas plantas, no entanto, também estava contaminado com pesticidas, mesmo não sendo alvo de pulverização. 
"Não está claro se os pesticidas estão se dispersando sobre essas plantas, mas precisamos ter um novo olhar sobre as práticas de pulverização agrícola", diz vanEngelsdorp. 

Fonte: Quartz News

quinta-feira, 9 de maio de 2013

URUÇÚ VERDADEIRA LINHAGEM DO INTERIOR DA BAHIA

A algum tempo venho selecionando uma linhagem de Uruçú Verdadeira que ocorre no Interior da Bahia, apesar de ser a mesma especie Melipona scutellaris  apresentam algumas diferencas na coloração dos pelos do tórax que são mais para amareladas essa linhagem  ocorre principalmente na Chapada Diamantina e em matas de galeria pelo interior, a minha finalidade principal e a de selecionar uma linhagem resistente ao calor e baixos índices de umidade de outras regiões daqui da Bahia e do Brasil, porém encontrar esses enxames não é fácil geralmente em comunidades distantes, isoladas e tradicionais como nessa situação de dois enxames que localizei em uma comunidade na região de Senhor do Bonfim mais precisamente na cidade nas grotas de sera de Antônio Gonçalves, herança de família de um senhor que deixou para filha,  Apesar de ser localizada no Sertão baiano é uma região de serras matas de galeria onde o micro clima favoreceu o desenvolvimento de muitas plantas de ocorrência na mata atlântica no verão as temperaturas são muito altas e favoreceu uma adaptação natural dessas abelhas ao clima quente e seco, na malta atlântica a umidade relativa é muito alta fato que não ocorre por aqui, logo quando cheguei na comunidade em  frente a uma escolinha tinha uma arvore de Pau Brasil florida, consegui identificar cerca de sete espécie de abelhas sem ferrão, entre elas as que fui atrás as Uruçús, geneticamente creio eu que a maioria do enxames pelo Brasil vieram principalmente da Bahia e de poucos meliponários,  então com certeza com genética muito próxima, minha intenção é formar enxames geneticamente superiores, diferente e adaptados já que estou criando esses  em Senhor do Bonfim norte da Bahia com um isolamento médio de cerca de 450 km das suas irmãs do  litoral.
Pau Brasil "Caesalpinia echinata" em floração
Encontrei cerca de 7 especies de abelhas sociais sem ferrão nessa arvore
Abelha Iraí Nannotrigona testaceicornis



apis e outras.
Bela vespa de um vermelho vivo e asas transparentes.










Arvore de imburana de cheiro abrigava 3 ninhos da Abelha Iraí "Nannotrigona testaceicornis".



Troco com ninho de abelha Melipona scutellaris  herança do pai da proprietariada deve tá aí a mais de 20 anos


O local sofreu muito com a introdução de gado bovino, muito se tirou da paisagem original, porém ainda  muito bonito




Galinheiro custo zero.
Ninho de Jataí entrada no cano de pvc
Ninho de Jataí logo abaixo a cerca de 1m do que está no cano
Tubo de entada da abelha Iraí
Aqui no Sertão o melhor amigo do homem do campo depois do jumento é o cachorro.
Outro belo Jumento de montaria.
A comunidade já produziu muito cafe antes da criação de gado. 
Pau Brasil  florido e o BEEMÓVEL.


Fotos: Márcio Pires

segunda-feira, 1 de abril de 2013

PESTICIDAS PODEM CAUSAR "CURTO-CIRCUITO" EM ABELHAS, SUGERE ESTUDO

Insetos produtores de mel podem desaparecer devido aos agrotóxicos.
Apicultores de diversas partes do mundo já esboçam preocupação.

Estudo publicado nesta quarta-feira (27) na revista "Nature Communications" sugere que pesticidas utilizados por fazendeiros para proteger cultivos e colmeias podem embaralhar os circuitos cerebrais das abelhas melíferas (produtoras de mel), afetando sua memória e capacidade de navegação, necessárias para encontrar comida.
O artigo aponta que tal fato pode ameaçar colônias de abelhas inteiras, cujas funções polinizadoras são vitais para a produção de comida para nós, humanos.
A equipe de cientistas estudou os cérebros de abelhas produtoras de mel no laboratório, expondo-as a pesticidas neonicotinoides usados em lavouras, e a organofosfatos, o grupo de inseticidas mais usado no mundo - neste caso, o coumafos -, utilizado para controlar infestações de ácaros em colmeias.
De acordo com a pesquisa, quando expostos a concentrações similares dos dois pesticidas encontradas no meio ambiente, os circuitos de aprendizagem nos cérebros das abelhas logo param de funcionar.
"As duas classes de pesticidas juntas demonstraram ter um efeito negativo maior no cérebro das abelhas e que podem inibir o aprendizado das abelhas produtoras de mel", explica Christopher Connolly, do Instituto de Pesquisa Médica da Universidade de Dundee, no Reino Unido.
"As [abelhas] polinizadoras têm comportamentos sofisticados enquanto se alimentam, que exigem que aprendam e se lembrem de tratos florais associados à comida', acrescentou Geraldine Wright, do Centro de Comportamento e Evolução da Universidade de Newcastle.
"A interrupção desta importante função tem implicações profundas na sobrevivência de colônias de abelhas produtoras de mel porque as abelhas que não conseguem aprender não conseguirão encontrar comida", emendou.
Apicultores de diversos países estão preocupados com o chamado 'distúrbio de colapso das colônias', que causa desaparecimento das colmeias (Foto: Eduardo Pioli Alberti/VC no G1)
A descoberta foi feita em meio a um intenso debate sobre o uso continuado de neonicotinoides. Há duas semanas, países europeus rejeitaram uma proposta de proibição por dois anos do grupo de inseticidas que atinge o cérebro, depois da oposição da indústria agroquímica.
Apicultores (criadores de abelhas) de Europa, América do Norte e de outras partes do mundo estão preocupados com o chamado distúrbio de colapso das colônias, um fenômeno no qual abelhas adultas abruptamente desaparecem das colmeias - algo que tem sido atribuído a ácaros, vírus e fungos, pesticidas ou a uma combinação destes fatores.
As abelhas são 80% dos insetos polinizadores de plantas. Sem elas, muitos cultivos seriam incapazes de frutificar ou teriam que ser polinizados a mão. Os cientistas afirmam que suas descobertas podem levar a uma reavaliação do uso de pesticidas.
"Nossos dados sugerem que o uso amplo de coumafos como acaricida é um risco desnecessário para a saúde das abelhas melíferas", afirmou Connolly, que propôs o uso de ácidos orgânicos como sendo mais apropriado para o controle de ácaros nas colmeias.
Agrotóxico (Foto: Rede Globo)
Situação é catastrófica, aponta porta-voz de apicultores na França (Foto: Rede Globo)
Em termos de pesticidas para a proteção de cultivos, a indústria agroquímica argumenta que alternativas aos neonicotinoides seriam mais tóxicas para as abelhas. "Uma comparação direta das alternativas parece ser o único caminho" para encontrar a opção menos nociva, afirmou o cientista.
Em um comentário do estudo, o professor de Apicultura Francis Ratnieks, da Universidade de Sussex, disse que as concentrações usadas na pesquisa pareciam altas. "Não surpreende que altas concentrações de inseticidas sejam nocivas, mas não sabemos se os baixos níveis de inseticidas neonicotinoides no néctar e no pólen de plantas tratadas também são nocivos no mundo real", acrescentou.
Além disso, o uso de coumafos é ilegal em grande parte da Europa e não é amplamente usado nos Estados Unidos, afirmou Ratnieks, citado pelo Science Media Centre, em Londres.
Nesta quarta-feira, apicultores franceses pediram ao Ministério da Agricultura a proibição de pesticidas neonicotinoides, enquanto a Comissão Europeia (CE) analisa a adoção de uma norma específica sobre o caso.
"A situação é catastrófica", disse Henri Clément, porta-voz dos apicultores franceses, afirmando que a taxa de mortalidade das abelhas passou de 5% na década de 1990 para 30% atualmente, o que provocou uma redução dramática na produção de mel na França, para 16.000 toneladas.
Clément se reuniu com os legisladores, aos quais pediu apoio ao seu apelo pela proibição dos neonicotinoides, e pediu a criação de um "comitê de apoio a alternativas aos pesticidas".
Este ano, a CE já propôs a suspensão do uso de três produtos neonicotinoides nas culturas de milho, canola, girassol e algodão, pois estes componentes contribuem para uma alta notável na mortalidade das abelhas.
Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/03/pesticidas-podem-causar-curto-circuito-em-abelhas-sugere-estudo.html

terça-feira, 12 de março de 2013

CAFEÍNA DEIXA ABELHAS 'LIGADAS' E MELHORA POLINIZAÇÃO, DIZ ESTUDO

Abelhas que se alimentam de uma solução açucarada com cafeína, presente nas flores cítricas ou nas de café (foto), ficam mais "ligadas" e passam a ter melhora na polinização. Pesquisa da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, indica que o efeito da cafeína na memória dos insetos foi significativo: três vezes mais abelhas lembraram um aroma floral 24 horas depois de provar a cafeína e duas vezes mais abelhas lembraram do cheiro após três dias em relação àquelas que só provaram açúcar.
Newcastle University/AFP

Cientistas concluíram que as abelhas, assim como os humanos, ficam mais "ligadas" com a cafeína, uma substância que melhora sua memória e as torna melhores polinizadoras, segundo um estudo publicado na revista Science.
Abelhas produtoras de mel alimentadas com uma solução açucarada contendo cafeína, que existe naturalmente no néctar do café e em flores cítricas, demonstraram ser três vezes mais propensas a lembrar do odor de uma flor do que aquelas alimentadas apenas com açúcar.
"Lembrar traços florais é difícil para as abelhas que voam rapidamente de flor em flor, e nós descobrimos que a cafeína as ajuda a lembrar onde estão as flores", escreveu a professora Geraldine Wright.
"As abelhas alimentadas com néctar contendo cafeína ficam carregadas com pólen de café buscam por outras plantas de café para encontrar mais néctar, o que melhora a polinização", escreveu a pesquisadora da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, que é especializada em neuroeterologia, o estudo do comportamento animal.
O efeito da cafeína na memória de longo prazo das abelhas foi significativo: três vezes mais abelhas lembraram um aroma floral 24 horas depois e duas vezes mais abelhas lembraram do cheiro após três dias.
Flores cítricas
A equipe concluiu que o néctar de algumas flores cítricas e de café contêm doses baixas de cafeína. Entre elas estão as espécies de café robusta, que costumam ser usadas para produzir café congelado a vácuo e o arábico, usado para fazer expresso e café filtrado. A toronja e os limões também têm cafeína, segundo o estudo.
"A cafeína é um elemento químico de defesa das plantas e tem um gosto amargo para muitos insetos, incluindo as abelhas, portanto ficamos surpresos em encontrá-la no néctar", disse Phil Stevenson, coautor do estudo, da Universidade de Greenwich, também no Reino Unido.
"No entanto, ocorre em uma dose que é baixa demais para que as abelhas sintam seu sabor, mas alta o suficiente para afetar seu comportamento", acrescentou.
"Este trabalho nos ajuda a entender os mecanismos básicos de como a cafeína afeta nossos cérebros. O que vemos nas abelhas poderia explicar porque as pessoas preferem tomar café quando estudam."
Os cientistas alertaram que o declínio das populações de abelhas e outros insetos polinizadores representa um risco para a biodiversidade e a produção de alguns cultivos.

Fonte: http://noticias.uol.com.br

domingo, 27 de janeiro de 2013

EXEMPLO GOVERNAMENTAL A SER SEGUIDO POR TODO BRASIL

A ( SEPN) Secretaria de Pequenos Negócios, expande a meliponicultura em Mâncio Lima

A Secretaria de Pequenos Negócios (SEPN) voltou a Mâncio Lima com seu programa de incentivo à meliponicultura, realizando o primeiro encontro de meliponicultores do município. Entre os agricultores que fizeram o curso em 2011 e 2012, vinte e dois estão produzindo e receberam, cada um, quatro caixas de abelhas sem ferrão especialmente preparadas para abrigar e formar a colmeia.
Em 2011, a SEPN iniciou um projeto piloto em Mâncio Lima e no Projeto Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, com três cursos capacitadores para a atividade, ensinou a capturar as abelhas e cedeu uma caixa de abelhas para cada participante. Para isso, a SEPN contratou o produtor rural Engelberto Flasch, especialista na criação de abelhas com ou sem ferrão. Em 2012, a atividade foi levada para outros municípios, sempre com recursos próprios do Estado.
Neste ano, o incentivo à meliponicultura vai aumentar. Segundo Flach, a SEPN obteve recursos do BNDES para incrementar a atividade e vai levá-la a todos os 22 municípios do Estado, com distribuição de 14.400 caixas de abelhas. A SEPN está também identificando futuros polos, onde a atividade vai se concentrar, como está ocorrendo no Pentecostes, em Cruzeiro do Sul.


Encontro produtivo

O encontro em Mâncio Lima objetivou que os meliponicultores trocassem experiências e discutissem a formação de uma associação ou cooperativa de maneira que, quando a atividade estiver desenvolvida, não haja entraves na comercialização do produto. O mel de abelhas silvestres é valorizado e o preço do produto é bem superior ao mel de abelhas apis (com ferrão). A intenção da SEPN é abrir uma nova atividade econômica florestal sustentável, segundo o assessor técnico da SEPN Francisco Lima França.
Todos os produtores foram recadastrados para receber as caixas, já que o programa agora é de âmbito federal. Cada um deles recebeu quatro caixas, mas têm direito a mais seis, totalizando dez por produtor. O recadastramento foi feito por Expedito Ribeiro, membro da equipe da SEPN no Vale do Juruá.
O secretário da Produção de Mâncio Lima, Francisco Talmar Maciel Taveira, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, Francisco Ribeiro da Silva, também participaram do encontro e se mostraram dispostos a entrar em parceria com a SEPN para fortalecer a atividade. O secretário Taveira acredita que a meliponicultura pode ser importante fonte de renda na região e é de interesse da prefeitura dinamizá-la. Taveira disse que a prefeitura está organizando um calendário de escoamento da produção agrícola, pretendendo atender todos os ramais, embora no auge do inverno alguns deles fiquem intrafegáveis.

Fonte:http://www.agencia.acre.gov.br