Quem Somos

O Meliponário Rei da Mandaçaia é um empreendimento familiar especializado na criação, conservação e manejo de Abelhas Sociais Sem Ferrão de ocorrência natural no estado da Bahia, estamos a mais de 20 anos criando, multiplicando e contribuído para preservação destes pequenos magníficos animais. O nosso empreendimento é cadastrado no IBAMA CTF: 1681253, no Site é possível encontrar fotos da produção e muitas informações a cerca desta atividade, nosso meliponário principal está situado no Distrito de Hidrolândia - Uibaí e em Cruz das Almas no Recôncavo da Bahia.

Responsável Técnico: Engenheiro Agrônomo/Mestre em Ciências Agrárias, Márcio Pires de Oliveira / CREA/BA40051 Email: meliponarioreidamandacaia@hotmail.com

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Na trilha das abelhas


Estudos indicam que uma grande parcela, possivelmente maior que 50% da polinização de árvores na Amazônia seria de responsabilidade das abelhas sem ferrão. Isso mostra que elas são um dos principais polinizadores das angiospermas [subdivisão do reino vegetal que compreende as ‘plantas superiores, explica Carla Sayuri Eto Farias, bolsista de iniciação científica do Museu Goeldi que, orientada pelo entomólogo Orlando Tobias Silveira, inventaria as abelhas da subtribo Meliponina.
Com tamanha capacidade, esses pequenos insetos se tornam um dos grandes responsáveis pelo equilíbrio e reprodução florestal na região. Além de desempenharem atividades de enorme interesse aos homens, a exemplo da produção de mel, cera, e própolis. Ainda assim, estudos faunísticos sobre os Meliponina ainda são escassos. Faltam inventários, não há chaves de identificação recentes para os dois gêneros mais importantes, Melipona e Trigona.
Movida por essas razões Sayuri Eto realiza, desde 2009, o trabalho “As abelhas sem ferrão de Belém e arredores (Hymenoptera: Apidae, Meliponina)”. A pesquisa faz coletas e identificação de abelhas pertencentes a esse grupo específico com o objetivo de dar subsídios para um futuro inventário (descrição detalhada da fauna de abelhas) desses insetos na região de Belém.
Abelhas, mas sem ferrão – Se Meliponina é um nome difícil para se imaginar o bicho, basta saber, então, que abelhas desse grupo são peculiarmente conhecidas por não terem ferrão. Sendo assim, seus mecanismos de defesa são outros: elas podem atacar em massa, emaranhando-se entre os cabelos ou entrando nas orelhas.
Para desenvolver o estudo, Carla selecionou três tipos de áreas na cidade de Belém (PA) e na região metropolitana: fragmentos de floresta, área agrícola e áreas de centro urbano. “Queríamos ver a ocorrência dessas abelhas nessas áreas e fazer um comparativo. E falar um pouco da adaptação dessas abelhas nos diferentes espaços. Aqui em Belém, não temos estudo sobre isso”, justifica a pesquisadora.
Áreas definidas, iscas eram postas para atração das abelhas, posteriormente capturadas em redes entomológicas. Em seguida se iniciava a fase de análise em laboratório. Para identificar as espécies, foram feitas comparações com as que já existem na Coleção Entomológica do Goeldi, bem como através de consultas à literatura especializada e a colegas de outras instituições.
Sayuri já identificou nove espécies, a partir da análise de 2.190 indivíduos que pertencem ao grupo Meliponina. O destaque ficou para abelhas do gêneroTrigona, encontradas nas três áreas, o que, possivelmente, indicaria uma maior tolerância ecológica das espécies. 
No decorrer de 2011, a pesquisa prossegue, mas desta vez em uma área preservada de Belém, o Parque Estadual do Utinga. Isso significa que há uma expectativa de aumentar o número de registros, uma vez que numa fauna local, na Amazônia, espera-se que haja, em números aproximados, entre 50 e 60 espécies diferentes.
Mel – Esse tipo de pesquisa, além de contribuir para o conhecimento mais aprofundado da fauna amazônica, também pode fornecer dados para a elaboração de planos de manejo das espécies. Os Meliponina “são muito importantes como produtores de mel. É um tipo de mel que é explorado tradicionalmente pelos habitantes da região e, mais recentemente, tem havido bastante estudo para tornar a criação possível em escala comercial”, pondera o entomólogo Orlando Tobias.
No entanto, se por um lado já existe toda uma tecnologia de produção, além do próprio hábito de consumo de mel das abelhas introduzidas do gênero Apis, ainda há pouca utilização do mel das abelhas nativas. Explorar essa nova possibilidade comercial é algo que ainda está em fase de estudo.
“O processo ainda é muito rústico. Em São João de Pirabas, perto de Salinas, há associações e cooperativas nas quais eles fazem o trabalho de manejo. Isso também tem a ver com a educação ambiental, porque os meleiros (como são chamadas as pessoas que extraem mel das árvores) acabam derrubando a árvore para tirar só aquele mel e pronto. Aí acaba com a colônia de abelhas. Hoje em dia, há pesquisadores da Embrapa que estão trabalhando para poder ensinar os modos de manejo, que não causem nenhum problema para as abelhas, nem para a natureza”, finaliza Sayuri.
Texto: Diego Santos

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