Quem Somos

O Meliponário Rei da Mandaçaia é um empreendimento familiar especializado na criação, conservação e manejo de Abelhas Sociais Sem Ferrão de ocorrência natural no estado da Bahia, estamos a mais de 20 anos criando, multiplicando e contribuído para preservação destes pequenos magníficos animais. O nosso empreendimento é cadastrado no IBAMA CTF: 1681253, no Site é possível encontrar fotos da produção e muitas informações a cerca desta atividade, nosso meliponário principal está situado no Distrito de Hidrolândia - Uibaí e em Cruz das Almas no Recôncavo da Bahia.

Responsável Técnico: Engenheiro Agrônomo/Mestre em Ciências Agrárias, Márcio Pires de Oliveira / CREA/BA40051 Email: meliponarioreidamandacaia@hotmail.com


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

EYMBA ACUAY

EYMBA ACUAY
A serviço das abelhas nativas
Após 5 anos da última edição voltamos, e agora com o apoio de novos e velhos companheiros de luta, e serão muitos, por toda a Bahia. Esse número (40), dá início a nova fase, mais tecnológica, século 21, inclusive com Email próprio. a meliponicultura durante o período de diapausa do nosso periódico evoluiu, tanto que tornou-se a atividade desejada por todos, a única com identidade de origem. De norte a sul de nosso Estado observamos a atividade crescer através dos meliponicultores abnegados e também dos apicultores. E é por isso que voltamos, e agora mensal com informações e atendimento eletrônico para dirimir as dúvidas dos meliponicultores baianos. O Darwin dizia “não é o mais forte , nem o mais inteligente que que sobrevive, e sim o que melhor se adapta”, então nos adaptamos chegamos a época dos MAC, ipad, Iphone, mesmo o caipira lá do fundo do sertão, ou do cerrado, talvez da mata, ou então da serra, e quem sabe na restinga seguirá a máxima do Darwin e tentará nos contatar. A todos os admiradores, criadores, apaixonados, e mesmo aos que não conhecem ou gostam, estamos aqui. Entretanto solicitamos que todods colaborem enviando noticias.

Contatos: amebahia@hotmail.com / respostasabelha@gmail.com

terça-feira, 29 de novembro de 2011

SUCESSO TOTAL DO CURSO DE CAPACITAÇÃO EM MELIPONICULTURA DA UFRB CRUZ DAS ALMAS

Mais uma vez, foi sucesso total o curso de capacitação em meliponicultura promovido pelo Grupo de pesquisa INSECTA (http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=I22A501RY8KT0A), durante três dias cerca de 40 técnicos, pesquisadores, estudantes e produtores puderam tirar suas duvidas e passar suas experiências.
Estão de parabéns todos os integrantes do grupo que participaram e organizaram este brilhante evento onde todas as classes, sejam produtores ou pesquisadores, foram contempladas.


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Este curso de criação de abelhas foi o de numero nove, para o próximo ano este evento terá duração de uma semana em comemoração ao aniversario de vinte anos de criação do Grupo de Pesquisa Insecta e de dez anos de curso de criação de abelhas sem ferrão.Este curso teve a coordenação do professores: Dr. Carlos Alfredo Lopes de Carvalho(UFRB), Dra. Geni da Silva Sodré (UFRB) e o Dr. Rogério Marcos de Oliveira Alves (IFBaiano).
O Grupo de Pesquisa Insecta foi criado em 1992 por docentes e estudantes da então Escola de Agronomia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Com a criação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) em 2006, toda estrutura acadêmica e de pesquisa da Escola de Agronomia passou para o Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas da UFRB, inclusive o Grupo de Pesquisa Insecta. Com base física no campus de Cruz das Almas, Bahia, a estrutura do GP Insecta é constituída pelo Laboratório de Entomologia, o Núcleo de Estudo dos Insetos, a Área experimental de Entomológia e pelo Hymenoptário (Meliponário e Vespário). O GP Insecta é o responsável pelo Núcleo Insecta, criado em 2004 em parceria com pesquisadores de outras Instituições. As pesquisas realizadas pelo Grupo Insecta tem proporcionado um maior conhecimento sobre diversos aspectos dos insetos, principalmente os himenópteros sociais (vespas, abelhas e formigas) e coleópteros detritívoros (Scarabaeoidea) que ocorrem no Estado da Bahia - Brasil. Encontra-se em andamento diversos projetos de pesquisa, que além do conhecimento gerado, tem colaborado na formação de recursos humanos nos mais diferentes segmentos da academia e da sociedade. Além das publicações científicas, as atividades do grupo tem sido divulgadas para a comunidade acadêmica e o público em geral, por meio de seminários e palestras, nas quais são explicadas a importância dos insetos estudados para a agropecuária e outras áreas do conhecimento humano.

Fotos:Márcio Pires

sábado, 15 de outubro de 2011

IX curso anual de capacitação em Meliponicultura da UFRB Cruz das Almas

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O curso anual na sua IX edição já está marcado para novembro, as inscrições são grátis, limitadas e estão sujeita a aprovação.

Interessados enviar Email para respostasabelha@gmail.com


Programação do Curso:
SEXTA FEIRA: 25/11/11
Manhã:
8:00 – 8:30 = Inscrição e entrega de material
8:30 –10:00 = Conteúdo teórico
8:30 –09:00 = Ensino-Pesquisa-Extensão em Meliponicultura
Prof. Dr. Carlos Alfredo Lopes de Carvalho – Pró-Reitor de Pesquisa da UFRB.
09:00 – 10:30 = Biologia e Genética das ASF
Dra. Patricia Faquinello /  Larissa Silva Souza
10:30 – 10:45 -  Intervalo/lanche
10:45 -11:30 = Importância das abelhas e espécies para criação
Prof. Dr. Rogério Marcos de Oliveira Alves – IFBaiano 
11:30 – 12:00 Abelhas solitárias – Msc. Cynthia Maria de Lyra Neves/ Dra. Cerilene Santiago Machado
Tarde:
14:00 – 14:20 = Localização e Instalação de meliponários
 Prof. Dr. Rogério Marcos de Oliveira Alves - IFBaiano
14:20 – 15:00 = Caixa Racional e Translado de Colônias
 Mestrando Marcio Pires de Oliveira / Roberto Barbosa Sampaio
15:00 – 15:15 = Intervalo / lanche
15:15 – 15:45 = Revisões e controle de inimigos
 Msc. Cristovam Alves de Lima Junior / Lucidio Matos Linhares
15:45 – 17:30 = Divisão / fortalecimento de colônias
Mestrando Baden Bell Pereira Brito / Eliaber Barros Santos
SABADO: 26/11/2011
Manhã:
08:00 - 08:30 = Reconhecimento da pastagem meliponícola
Msc. Gabriela Andrade de Oliveira /Dr. Eloi Machado Alves
08:30 - 09:00 = Plantas meliponicolas – preparação de exsicatas
Msc. Gabriela Andrade de Oliveira/  Msc. Generosa Souza Ribeiro
09:00 -10:00 – Análise Polínica  
Msc. Gabriela Andrade de Oliveira Msc. Cynthia Maria de Lyra Neves, Nara Tosta .
10:00 – 10:15 = Intervalo/lanche
10:15 – 11:15 = Biologia floral e polinização -
Msc. Generosa Souza Ribeiro/ Dr. Eloi Machado Alves/ Gabriela Andrade de Oliveira 11:15 – 12:00 = Alimentação artificial e fortalecimento das colônias Mestrando Marcio Pires  de Oliveira
Tarde:
14:00 – 16:00 = Análises físico-químicas do mel
Antônio Augusto Oliveira Fonseca, Doutoranda Samira Maria Peixoto Cavalcante da Silva / Mestranda Polyana Carneiro dos Santos/ Daiane Oliveira/Jorge Alberto
16:00 – 16:15 = Intervalo/lanche
16:15 – 16:30 = Análise microbiológica de mel
Jaqueline Macena Pereira /Jorge Alberto/ Lorena Silva Souza/ Marivalda
16:30 – 17:30  = Análise sensorial de mel
Mestrando Adailton Freitas/ Msc. Samira Maria / Antônio Augusto Oliveira Fonseca/Poliana Carneiro
DOMINGO: 02/11/2011
Manhã
8:00 – 10:00 = Colheita e Beneficiamento do Mel - Desumidificação do Mel
Prof. DrRogério Marcos de Oliveira Alves / Mestrando Márcio Pires de Oliveira / Jussaline Fernandes Vieira
10:0 as 10:15 = Intervalo/lanche
10:15 – 11:00 Produtos das abelhas
Prof. DrRogério Marcos de Oliveira Alves / Larissa Silva Souza
11:00 – 11:30 = Legislação de Produtos meliponicolas
Solange Veras – ADAB
11:30 – 12:00 = Encerramento
Prof. Dr. Carlos Alfredo L. de Carvalho – Pró-Reitor de Pesquisa da UFRB
Fotos: Márcio Pires

Programação do Curso:
SEXTA FEIRA: 27/11/11
Manhã:
8:00 – 8:30 = Inscrição e entrega de material
8:30 –10:00 = Conteúdo teórico
8:30 –09:00 = Ensino-Pesquisa-Extensão em Meliponicultura
Prof. Dr. Carlos Alfredo Lopes de Carvalho – Pró-Reitor de Pesquisa da UFRB.
09:00 – 10:30 = Biologia e Genética das ASF
Dra. Patricia Faquinello /  Larissa Silva Souza
10:30 – 10:45 -  Intervalo/lanche
10:45 -11:30 = Importância das abelhas e espécies para criação
Prof. Dr. Rogério Marcos de Oliveira Alves – IFBaiano 
11:30 – 12:00 Abelhas solitárias – Msc. Cynthia Maria de Lyra Neves/ Dra. Cerilene Santiago Machado
Tarde:
14:00 – 14:20 = Localização e Instalação de meliponários
 Prof. Dr. Rogério Marcos de Oliveira Alves - IFBaiano
14:20 – 15:00 = Caixa Racional e Translado de Colônias
 Mestrando Marcio Pires de Oliveira / Roberto Barbosa Sampaio
15:00 – 15:15 = Intervalo / lanche
15:15 – 15:45 = Revisões e controle de inimigos
 Msc. Cristovam Alves de Lima Junior / Lucidio Matos Linhares
15:45 – 17:30 = Divisão / fortalecimento de colônias
Mestrando Baden Bell Pereira Brito / Eliaber Barros Santos
SABADO: 27/11/2011
Manhã:
08:00 - 08:30 = Reconhecimento da pastagem meliponícola
Msc. Gabriela Andrade de Oliveira /Dr. Eloi Machado Alves
08:30 - 09:00 = Plantas meliponicolas – preparação de exsicatas
Msc. Gabriela Andrade de Oliveira/  Msc. Generosa Souza Ribeiro
09:00 -10:00 – Análise Polínica  
Msc. Gabriela Andrade de Oliveira Msc. Cynthia Maria de Lyra Neves, Nara Tosta .
10:00 – 10:15 = Intervalo/lanche
10:15 – 11:15 = Biologia floral e polinização -
Msc. Generosa Souza Ribeiro/ Dr. Eloi Machado Alves/ Gabriela Andrade de Oliveira 11:15 – 12:00 = Alimentação artificial e fortalecimento das colônias Mestrando Marcio Pires  de Oliveira
Tarde:
14:00 – 16:00 = Análises físico-químicas do mel
Antônio Augusto Oliveira Fonseca, Doutoranda Samira Maria Peixoto Cavalcante da Silva / Mestranda Polyana Carneiro dos Santos/ Daiane Oliveira/Jorge Alberto
16:00 – 16:15 = Intervalo/lanche
16:15 – 16:30 = Análise microbiológica de mel
Jaqueline Macena Pereira /Jorge Alberto/ Lorena Silva Souza/ Marivalda
16:30 – 17:30  = Análise sensorial de mel
Mestrando Adailton Freitas/ Msc. Samira Maria / Antônio Augusto Oliveira Fonseca/Poliana Carneiro
DOMINGO: 28/11/2011
Manhã
8:00 – 10:00 = Colheita e Beneficiamento do Mel - Desumidificação do Mel
Prof. DrRogério Marcos de Oliveira Alves / Mestrando Márcio Pires de Oliveira / Jussaline Fernandes Vieira
10:0 as 10:15 = Intervalo/lanche
10:15 – 11:00 Produtos das abelhas
Prof. DrRogério Marcos de Oliveira Alves / Larissa Silva Souza
11:00 – 11:30 = Legislação de Produtos meliponicolas
Solange Veras – ADAB
11:30 – 12:00 = Encerramento
Prof. Dr. Carlos Alfredo L. de Carvalho – Pró-Reitor de Pesquisa da UFRB
Fotos: Márcio Pires

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mel de Melipona mandacaia Smith campeão em concurso promovido pela AME-RIO

Por Pedro Paulo Peixoto:
Fizemos uma coisa inédita para os poloneses, como para a maioria dos meliponicultores daqui, na verdade,..... 
Colher mel e o oferecer a julgamento já é raro entre nós, mas para os poloneses foi uma bela aventura, pois tiveram a oportunidade de colher mel de varias caixas e depois degustá-los o quanto quisessem, e depois colocarem seu voto com o seu nome em baixo do vidro do mel que julgassem o mais gostoso. 
Os poloneses são muito disciplinados, e extremamente curiosos, alegres e educados. Facilitando bastante o trabalho dos Presidentes da Federação dos Apicultores e Meliponicultores do Rio de janeiro, Dr Nelson Victor responsável pela visita e o Presidente da AME-RIO , Sr Pompilio Vieira de Souza,88anos, que estava patrocinado o evento. 
Concorreram 3 méis o mel de mandaçaia colhido nas caixas que estavam lá , o mel de mandaçaia do sertão da Bahia, que comprei ao Marcio recentemente e uma sobra do mel de uruçú, que havia ganhado primeiro lugar numa degustação ha pouco mais de 1 ano. 
Venceu em (primeiro) 1º lugar o mel de mandacaia do sertão (Melipona andacaia) do Marcio Pires, Meliponário Rei da Mandacaia. Realmente delicioso. 
Em 2º lugar o mel de Mandaçaia colhido na hora. (Pela linda apicultora polonesa que fez questão de nos ajudar... felizmente) 
Em 3º lugar um mel de Melipona rufiventris que quando fresco, cheio de sabor e bouquert , figurou em primeiríssimo lugar. Agora depois de um ano, fora de geladeira propositalmente, com sinais de perda de sabor , embora límpido e sem fermentação ,resto-lhe um sofrido terceiro lugar.... 
Mas vemos que todos adoraram a degustação, que no final foi arrematada com deliciosos rissoles de camarão e bolinhos de bacalhau.





Mel de Melipona mandacaia Smith (Mandaçaia do Sertão) acima foi o Campeão 


Fotos:Contribuição Pedro Paulo

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Mais um curso de criação de Abelhas Sociais Sem Ferrão ministrado em Cruz das Almas

Mais uma vez  o grupo INSECTA está de parabéns por mais um curso ministrado!

Desta vez foi um curso de capacitação direcionado para técnicos, agrônomos, biólogos e veterinários do Instituto Federal da Bahia (IFBahia), já que este instituto implantará um meliponário com finalidade de promover ensino, pesquisa e extensão em todos os seus campi aqui na Bahia.
As escolas da Rede Federal de Educação Profissional estão adquirindo, no seu centenário de existência, um novo perfil institucional. Surgidas no governo de Nilo Peçanha, em 1909, as Escolas de Aprendizes Artífices foram se aprimorando ao longo da sua história, passando por Escolas Técnicas Federais, Centros Federais e Escolas Agrotécnicas.
Em 29 de dezembro de 2008, foi sancionada a Lei n.o 11.892, criando os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IF), comprometidos com a educação dos jovens e adultos brasileiros. Os institutos estão vinculados ao Ministério da Educação, possuem natureza jurídica de autarquia, sendo detentores de autonomia administrativa, patrimonial, financeira, didático-pedagógica e disciplinar.
Em 2005, com a construção de mais 64 novas unidades de ensino foi lançada a primeira fase do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. No ano 2007, através do Decreto nº 6.095, de 24 de abril de 2007, foram estabelecidas as diretrizes para o processo de integração de instituições federais de educação tecnológica, objetivando a constituição dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs).
A segunda fase do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica tem como meta entregar à população mais 150 (cento e cinquenta) novas unidades, totalizando 354 (trezentos e cinquenta e quatro) unidades, até o final de 2010. O intuito é atender a todas as regiões do país, com oferta de cursos de qualificação, de ensino técnicos, superiores e de pós-graduação sintonizados com as necessidades de desenvolvimento local e regional.

Institutos Federais na Bahia

O Estado da Bahia foi contemplado com dois institutos: o Instituto Federal da Bahia (IFBahia), originado do Cefet-BA e o Instituto Federal Baiano, que se originou a partir da integração das Escolas Agrotécnicas Federais e das Escolas Médias de Agropecuária Regional da CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) do Estado da Bahia.
Os campi que compõem o Ifbaiano estão distribuídos pelo Estado e suas sedes estão nas seguintes cidades: Catu, Guanambi, Itapetinga, Santa Inês, Senhor do Bonfim, Teixeira de Freitas, Uruçuca, Valença e Bom Jesus da Lapa (em construção). O Instituto Federal Baiano tem como órgão executivo e de administração central a reitoria, instalada em Salvador.

  

    IFBaiano
  1. Reitoria
  2. Campus Bom Jesus da Lapa
  3. Campus Catu
  4. Núcleo Avançado Gov. Mangabeira do Campus Catu
  5. Campus Guanambi
  6. Campus Itapetinga
  7. Campus Santa Inês
  8. Campus Senhor do Bonfim
  9. Campus Teixeira de Freitas
  10. Campus Uruçuca 11. Campus Valença
INSECTA
O Núcleo de Estudo dos Insetos - INSECTA atua em atividades de ensino, formação de recursos humanos, pesquisa e extensão em Entomologia, e é composto por pesquisadores e estudantes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em parceria com outras Instituições de Ensino e Pesquisa.
O principal objetivo do Núcleo INSECTA é gerar informações sobre a fauna entomológica, fornecendo subsídios para o conhecimento da diversidade dos insetos em ecossistemas agrícolas e naturais, manejo e conservação de espécies, além do controle populacional de insetos em áreas agrícolas.
Com sede física no Laboratório de Entomologia do Centro de Ciências Agrárias Ambientais e Biológicas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, os pesquisadores do Núcleo possuem experiência e atuação em várias regiões do Estado da Bahia e do Brasil em diferentes campos da Entomologia.
Os componentes também estudam as relações tritróficas, a caracterização de produtos das abelhas (mel, pólen, própolis, geoprópolis), flora apícola e meliponícola.













Fotos: Márcio Pires

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O que é que o interior baiano tem?

Por José Luiz Vieira,


2400 km - foi essa distância aproximada que rodei com meu carro, desde Cuiabá, capital do Mato Grosso, até Canarana e Hidrolândia no interior da Bahia.
 Distrito de Hidrolândia, Uibaí-Bahia
Fotografia panorâmica Canarana-Bahia 
Objetivo: Visitar o Meliponário Rei da Mandaçaia e conhecer meu amigo até então virtual, Márcio Pires.
Apesar do cansaço dirigindo sozinho, o panorama de vegetação típica do semi-árido em muitos locais, a partir de Correntina, compensa qualquer esforço! Mais adiante, deixando para trás Santa Maria da Vitória e São Felix do Coribe, já na área próxima da grandiosa ponte sobre o Rio São Francisco em Bom Jesus da Lapa, surpreso deparei nas margens da rodovia, com imenso bananal a perder de vista, do Projeto Formoso, de ambos os lados da pista.
E divaguei: "Estranho, a dona Rede Globo e outros canais de TV quase sempre mostram miséria no nordeste como se esse fosse o denominador comum de toda região, e não é isso que vejo aqui nem na viagem que fiz anteriormente até o semi-árido da Paraíba..."
A partir de Ibotirama, peguei a BR que corta a Chapada Diamantina, com suas serras compondo um panorama majestoso - tantos grandes e pequenos detalhes compensam o esse desgaste físico.
Num e noutro ponto manchas de amarelo ouro das floradas dos ipês ou caraíbas. Deixando a região da Chapada, fui rumo ao sertão baiano!
Inesquecível acolhida tive em Canarana e Hidrolândia, na primeira, casa do João Neto, irmão de Márcio, e depois, em Hidrolândia, onde este mora com demais familiares... aliás, visita de vez em quando haja vista o curso de mestrado que faz em Cruz das Almas.
A atividade agrícola em Canarana é notável na produção de cebola, tomate, cenoura, dentre outros produtos relacionados a olericultura. Caminhões saem dali abastecidos rumo a grandes centros consumidores.

A beleza das abelhas indígenas da Bahia


Em Canarana, Márcio mantem diversas caixas de uruçú nordestina (M. scutellaris), rajadinha (M. asilvai), mandaçaia (M. q. anthidioides).
Já em Hidrolândia, caixas de Tubi (Scaptotrigona sp.) e mandacaia (M. mandacaia) - atenção é mandacaia mesmo, sem cedilha.
Márcio abriu diversas caixas para eu ver, e demonstrando idoneidade e respeito, na franqueza dizia "esta caixa não está boa e não vou lhe entregar coisa ruim" - quando um enxame, apesar de estabilizado, ainda estava desenvolvendo-se em razão de divisão mais recente.
Dificil não expressar encantamento com a beleza das Meliponas q. anthidioides e as Meliponas mandacaia, ambas com o abdomen preto, adornados com listas amarelas paralelas, na primeira entrecortado ao meio no seguimento, na segunda, listas contínuas paralelas.
Em Hidrolândia, pequeno distrito ao pé da serra, local muito bonito, aprendi um pouco mais sobre meliponicultura.
Márcio, didático e atencioso, num momento fez uma divisão para eu ver como era sua técnica, assim como o uso de alças que seriam de sobreninho, usadas como ninho também, portanto sem fundo fixo!

Explicou-me que procedendo dessa forma, facilita divisões futuras, sem ter que mexer manualmente nos discos de cria. Ao separar a alça superior (sobreninho) da alça ninho, já sai grudado naquela o numero de discos de cria ideal para formar um novo enxame. O resto do procedimento é o de praxe, deixando a nova caixa no local da antiga e esta, com a rainha, é colocada noutro ponto distante de onde estava. Resumo, suas caixas nunca tem a alça do ninho (rs!), são todas sobreninho. E perguntei, "Mas o furo de entrada aberto quando usamos ela como sobreninho mesmo?" -Elas simplesmente tampam, ou você tampa, ou elas usam as duas entradas até decidirem por si mesmas qual irão fechar... 
Valeu a aula, rápida e objetiva - vou usar o método praticado por ele. Simples e prático, sem muito contato manual com os discos de cria! Praticamene apenas o necessário para abrir o invólucro e visualizar a quantidade e qualidade dos discos, sem tocar neles, constatando a viabilidade da divisão ou não. 
De uma das caixas de mandacaia, ele coletou mel para que eu experimentasse! Desnecessário dizer, mas estava boooooom demais! Uma coisa é degustar mel comprado em garrafas, outra é tomar dele imediatamente após a coleta!

A visita a um criador de M. q. anthidioides em Canarana


Junto com João Neto, visitamos a casa do sr. Mariano, que não estava mas fomos atendidos por seu filho.
No amplo quintal nos fundos, sob o pé de tamarindo, diversas caixas compridas na horizontal (caixa baiana) com enxames super fortes de Mandaçaia. Márcio bateu numa delas - o que saiu de abelhas! A ponto do rapaz perguntar, se ele tinha batido em mais de uma caixa.

Deixando essa visita e procurando por mel de mandaçaia, descobrimos um senhor que tinha alguns litros pra venda, mas bem ao estilo rústico, sem coar...e com certeza, sem uso de seringas de sucção. Perito em méis, Márcio destampou as garrafas (tampa de sabugo de milho!) e apesar das impurezas, era mel puro. Fiquei com dois litros, dos 3 que tinha à venda. Já maturado, mantido fora de geladeira, mas em local fresco dentro da casa.
Interessante foi o aparte do meliponicultor das antigas, afirmou que tinha participado de um curso sobre o assunto envolvendo caixa racional INPA, mas "não gostei, prefiro assim, usando minhas caixas do jeito que sempre fiz".

As caixas dele são do modelo baiano. 


 
Momento da despedida

Boas recordações dessa viagem eu trouxe comigo para o Mato Grosso. O carinho da receptividade de todos os familiares de Márcio Pires e dele mesmo. De sua honestidade naquilo que vende e do compartilhar conhecimentos! Muito obrigado!

E também, a certeza de que meu país é rico em todas as regiões - antes de presumir ou prejulgar uma região geográfica nos seus aspectos socio-econômicos, primeiro tenho que me permitir conhecer pessoalmente, do contrário estarei formando uma opinião baseada em notícias da TV, nem sempre de acordo com a realidade.
O detalhe das casas de pedra na região rural dos familiares de Márcio, além do carinho do povo, da beleza das abelhas indígenas da Bahia, e do seu Pedro Vaqueiro, um sertanejo típico e orgulhoso de assim ser, trajado com roupas de couro, ficaram gravados para sempre no meu coração!"


Fotos: José Luiz

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

PRODUÇÃO DE MEL TRANSFORMA VIDA DE AGRICULTORAS EM IRECÊ

A produção de mel, além de todos os benefícios que oferece à saúde e ao meio ambiente, está transformando a vida de mulheres que resolveram se dedicar à atividade na comunidade de Mocozeiro, em Irecê. Graças ao trabalho desenvolvido pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), através da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A (EBDA), a produção de mel tem significado a melhoria de vida de diversas famílias rurais, que têm no mel a sua fonte de renda extra.
Há cerca de dez anos, a apicultura era uma atividade pouco desenvolvida na região de Irecê, já que os agricultores familiares não apostavam na produção de mel como negócio em potencial. No entanto, com o desenvolvimento de novas tecnologias, a EBDA incentivou os agricultores do território a iniciarem a atividade sustentável, difundindo as tecnologias e proporcionando uma transformação na vida de diversas agricultoras que adotaram a apicultura.
No povoado de Mocozeiro, em Irecê, oito mulheres investiram na atividade e com a assistência das técnicas da EBDA, Marta Mendes e Maria José Oliveira, se organizaram e formaram a Associação dos Pequenos Produtores de Mocozeiro I (APAM). Atualmente, as agricultoras possuem 35 colmeias, de onde retiram a matéria-prima para produzir balas, bolos, geleias, sabonetes, shampoos, além do próprio mel in natura, que é vendido através da compra direta para prefeitura municipal e para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Cada litro de mel é vendido, em média, por 10 reais, e os produtos derivados são comercializados em feiras e eventos locais.
A agricultora Maria Nita de Jesus conta que a assistência da EBDA foi o que as motivou. “Foi a EBDA que deu pra gente as primeiras instruções, ensinou sobre o manejo e hoje ajuda na organização e produção. A gente não faria nada sem a ajuda da EBDA aqui”, afirma a agricultora. Para a apicultora Iraci Gomes, foi a persistência que fez a atividade dar certo. “Nós lutamos muito e a ajuda da EBDA nos motivou; hoje o dinheiro do mel é a solução na hora do aperto”, afirma Santos.
A técnica Marta Mendes, responsável por inserir a apicultura na comunidade, se reúne semanalmente com a associação, passa as instruções técnicas, ajuda na organização das planilhas de custos e faz capacitações com ajuda das técnicas sociais da empresa. “A apicultura é mais do que uma atividade financeira para as mulheres, é uma ocupação saudável e uma paixão”, afirma a técnica.

Renda extra que se tornou renda fixa

A agricultora Jandira de Figueiredo foi a primeira a investir na apicultura no povoado de Mocozeiro II. “As abelhas viviam invadindo a minha casa, então um dia a técnica Marta sugeriu que eu construísse uma colmeia e tentasse produzir mel: foi o início de uma transformação na vida da minha família”, conta, com muita emoção, a agricultora. Ela e a técnica relembram como capturaram as primeiras abelhas e como construíram as primeiras colmeias, uma história de superação que resultou em sucesso.
Segundo a agricultora, logo nas primeiras safras, quando tinha cerca de quatro colmeias, os resultados e os lucros já foram bons, o que a motivou a continuar. “Resolvi construir e comprar mais colmeias, sempre com a supervisão de Marta”, explica Figueiredo. “Nós fomos aprendendo e crescendo juntas, uma incentivando a outra”, conta a técnica da EBDA.
Com os lucros da produção de mel, Jandira reformou sua casa, pagou a faculdade da filha em Salvador, e aumentou sua autoestima. Além dela e do marido, que deixou a agricultura para se dedicar à produção de mel, dois ajudantes auxiliam no manejo das abelhas. Hoje, oito anos após ter iniciado a atividade, a agricultora tem cerca de 90 colmeias, de onde tira mais de duas toneladas de mel a cada safra. O produto é vendido em baldes de 23 kg, cada um sendo comercializado a cerca de 80/90 reais. “Faço tudo com o maior carinho, pois a apicultura foi a melhoria da minha vida e da minha família; devo tudo o que tenho hoje ao mel. A apicultura é minha independência”, conclui Jandira de Figueiredo.

Fonte: - Assimp/EBDA
Foto: google imagens



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Parceria Rei da Mandaçaia em Cruz das Almas

A muito tempo gostaria de montar um meliponário com Melipona scutellaris(uruçú verdadeira), porém sempre fiquei limitado ao fator climático já que todos os outros meliponários estão localizados nas Caatingas do Semiárido. Apesar de já criar uruçús em Feira de Santana, não tinham o mesmo desenvolvimento se comparado às criadas em sua região de ocorrência natural, aqui na Bahia (Mata Atlântica a e Chapada   Diamantina).
Quando cheguei em 2010 a Cruz das Almas, cidade situada no Recôncavo Baiano local perfeito para montar um meliponário com uruçús, tive a oportunidade de poder implantar o tão sonhado meliponário, porém por morar em um "apertamento" e estar sempre viajando não tinha como cuidar das abelhas. Foi aí que tive a ideia de fazer uma parceria com o meu amigo do mestrado Baden Bell, que inclusive trabalha com melhoramento genético da abelha Melipona quadrifasciata anthidioides, aía coisa deslanchou, pois além de criarmos com todas as técnicas também estamos fazendo o melhoramento genético dos nossos enxames,  selecionando-os com qualidades desejáveis para o produtor como tamanho de potes, diâmetro dos discos de cria, docilidade, comportamento higiênico etc. O nosso intuito é de produzir enxames com qualidade genética diferenciada para comercialização.
Hoje estamos, modéstia parte, com um belo meliponário implantado, rústico todavia com toda a técnica moderna de criação para fornecer a criadores um material genético sem igual.

Baden Bell a esquerda e eu durante um translado de uma uruçú com ótimas características produtivas
Rainha inspecionando o alimento aprovisionado, observe que ela está  marcada no tórax para facilitar a identificação e o controle da idade da mesma
 Rainha fisogástrica, observe  ovos em seu abdômen  






Fotos:Márcio Pires